Presidente do São Paulo é o esteio de Muricy Ramalho

Treinador confessa que apoio de Juvenal Juvêncio é o suficiente para mantê-lo no comando da equipe

Redação,

27 de maio de 2008 | 17h20

Mesmo pressionado para deixar o comando técnico, Muricy Ramalho continua no São Paulo. Em entrevista coletiva, realizada na manhã desta terça-feira, no CCT da Barra Funda, o treinador não escondeu sua insatisfação, mas deixou claro que permanece no cargo graças ao presidente do clube, Juvenal Juvêncio.Veja também: Apesar do interesse do São Paulo, Zico quer ficar na Europa André Dias treina e pode reforçar São Paulo no clássico "Eu só continuo aqui porque o Juvenal [Juvêncio] me quer, se fosse o contrário, não", disse o treinador, que aproveitou para cutucar seu grande "rival" no clube, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, que ocupa o cargo de vice-presidente de futebol. "O regime aqui é presidencialista. Ele [Juvenal Juvêncio] resolve e os outros têm de apoiar, e eu continuo por aqui, pois tenho um contrato de dois anos."Após a desclassificação do São Paulo para o Fluminense nas quartas-de-final da Libertadores, a terceira consecutiva sob o comando de Muricy em tal competição, alguns dirigentes do clube começaram a procurar por um substituto. O nome mais forte havia sido o de Zico, que ainda não acertou sua permanência no Fenerbahce, da Turquia. Envaidecido pelo interesse do São Paulo, Zico descartou qualquer retorno ao Brasil, justificando que ainda procura fortalecer seu nome no mercado europeu, além de achar que, no Brasil, o técnico tem de lidar com muita pressão.Com a recusa de Zico, nomes começam a ser jogados na expectativa que algum seja o escolhido, caso o treinador são-paulino não resista a mais um resultado ruim, que poderia ser justamente num clássico, uma vez que o próximo jogo do São Paulo será diante do Santos, neste domingo, na Vila Belmiro. Curiosamente, um nome relembrado é o de Emerson Leão, que pediu demissão do Santos nesta terça-feira, após a desclassificação da equipe da Libertadores para o América do México. Apesar de ter deixado o São Paulo por conta de uma proposta vantajosa do Vessel Kobe, do Japão (especula-se que ganharia U$ 1,5 milhão para livrar o clube japonês do rebaixamento, o que não aconteceu), em 2005, Leão fez um bom trabalho à frente do time, conquistando o Campeonato Paulista e uma vaga às quartas-de-final da Libertadores (O São Paulo foi o campeão da competição continental, sob o comando de Paulo Autuori).

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