Joe Penney/Reuters
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Presidente do Senegal tira doze dias de férias para acompanhar sua seleção

Mesmo em clima instável, Macky Sall optou por assistir competição a qual o país não disputa desde 2002

Jamil Chade, enviado especial/Moscou, O Estado de S.Paulo

19 Junho 2018 | 07h18

Em meio a um caos político e protestos, o presidente do Senegal, Macky Sall, optou por determinar seu próprio afastamento por doze dias do poder. O motivo: ele viajou até Moscou para acompanhar sua seleção nacional, na primeira Copa do Mundo para o time desde 2002.

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Senegal vive a expectativa das eleições presidenciais em 2019. Mas o clima de tensão se aprofundou nas últimas semanas diante da morte de um estudante por policiais em um protesto numa universidade.

A esperança do presidente é que craques como Sadio Mané, Kalidou Coulibaly e Keita Baldé Diao tenham desempenhos importantes para interromper a crise interna no país, pelo menos por algumas semanas.

"Diante do convite do presidente da Fifa, Gianni Infantino, vou pedir um afastamento de doze dias para ir à Copa do Mundo", declarou o presidente. "Vou apoiar nossa seleção para mostrar que eles não estão sozinhos", justificou.

 

Pelos hotéis mais luxuosos de Moscou, a presença de senegaleses passou a ser visível desde o início da semana. Segundo a revista The Economist, a delegação oficial poderia ter mais de 700 pessoas.

Senegal estreia nesta terça-feira contra a Polônia, em Moscou. Mas depois joga contra o Japão, em Ecaterimburgo, e contra a Colômbia no dia 28 de junho, em Samara. O presidente do país promete estar em todas as partidas.

Mas o chefe de estado promete permanecer até o dia 3 de julho, caso o Senegal passe para as oitavas-de-final. "Minha convicção profunda é de que, nessa etapa, todas as seleções nacionais sejam iguais. Os jogadores de cada uma delas atuam nos mesmos campeonato", disse.

Ele ainda ensaiou sugestões na condição de treinador. "Considerem cada jogo como uma final", finalizou.

 

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