Presidente do Sindicato nega acusações

Presidente do Sindicato dos Árbitros de São Paulo e membro da comissão de arbitragem da Federação Paulista, Sérgio Corrêa desqualificou as denúncias feitas nesta sexta-feira por Nelson Góes, bandeirinha que anulou gol do Santos em jogo que o árbitro Paulo Danelon, acusado de integrar a máfia do apito, teria de favorecer o time da Vila. Nelson Góes reclama de ser colocado na ?geladeira? por ter anulado o gol marcado pelo santista Basílio no jogo contra o Guarani, dia 10 de fevereiro, pelo Paulistão. Corrêa contesta: ?O Nelson vinha errando sistematicamente e, depois daquele jogo, admitiu frente à comissão que não estava em boa fase. Mesmo assim, e já com 43 anos e em fim de carreira, continuou sendo escalado em jogos da Série A-2?. Ele acrescenta: ?O Danelon não parou de apitar porque não havia suspeita sobre o trabalho dele. Se o Nelson suspeitava, por que demorou oito meses para falar? Não poderíamos prever que o Danelon fosse ter esse desvio de conduta?. Contrariando a versão apresentada pelo bandeirinha, Corrêa disse que Marco Polo Del Nero, presidente da Federação, nunca pediu seu afastamento. O próprio Del Nero confirmou que jamais mandou ninguém para a ?geladeira?. Além de chiar por não ser mais escalado e atribuir isso ao fato de ter ?atrapalhado? os planos de Danelon para aquele jogo do Santos, Góes fez diversas outras acusações. Disse que Danelon começou a apitar com diploma falso de escolaridade; que árbitros de Taubaté e região costumam ser privilegiados nas escalas por serem protegidos de membros da comissão de arbitragem; e que juízes e assistentes eram pressionados a favorecer o União São João em campo. ?O Nelson está louco. Tem que ser internado. Como favorecer o União, se o time caiu para a Segunda Divisão? E não existe essa de ?queridinhos da comissão?. Me parece que o Nelson está é com inveja?, disse Sérgio Corrêa.

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