Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Presidente do TJD cita uso de árbitro de vídeo em final, mas recua

Antônio Olim deixa no ar possível interferência externa na final do Campeonato Paulista, porém depois retifica declaração

O Estado de S. Paulo

10 de abril de 2018 | 23h24

Um programa do canal Fox Sports, nesta terça-feira, aumentou ainda mais a polêmica em relação ao jogo final do Campeonato Paulista, entre Palmeiras e Corinthians. Entrevistado no programa Expediente Futebol, Antonio Assunção de Olim, presidente do Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP) cometeu uma gafe ao afirmar que o árbitro de vídeo foi usado na partida.

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"Eu acho importante (o árbitro de vídeo), mas sei que muitos presidentes de clubes não querem por questão de custo, é difícil. Ontem (na realidade domingo) não teve árbitro de vídeo, mas foi usado que nem um árbitro de vídeo. Reclamaram, fizeram, foram perguntar, demorou para voltar atrás", disse Olim ao responder uma pergunta. 

Mais tarde, em contato com o Estado, Olim recuou. "Acho que não teve auxílio, não. Eu falei que não. Isso ainda será colocado para a gente ouvir. Não sabemos de nada. Eu só sei que os árbitros se falam entre eles e o delegado da partida, que é a autoridade. O que aconteceu nós vamos investigar", disse.

Olim, que é delegado de polícia e em 2014 foi eleito deputado estadual, continuou: "O Palmeiras diz que tem imagens, que vai mandar para nós, vamos levantar algumas também e ver o que aconteceu", garantiu, antes de o Palmeiras pedir a anulação da final ao TJD. "Eles vão ter que provar. Vamos fazer um estudo. Vamos chamar todos os envolvidos. Temos independência total da federação. A gente sempre tem que colocar o criminoso na cena do crime, se não, não acontece nada."

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