Mauricio Garcia de Souza/Alesp
Mauricio Garcia de Souza/Alesp

Presidente do TJD critica reclamação do Palmeiras: 'Vamos parar de chorar'

Antônio Olim afirma que clube tem postura vergonhosa ao insistir em atacar a arbitragem

Redação, O Estado de S. Paulo

25 de março de 2019 | 15h57

O presidente do Tribunal de Justiça Desportiva  de São Paulo (TJD-SP), Antônio Olim, rebateu nesta segunda-feira as reclamações do Palmeiras sobre o uso de árbitro de vídeo no empate de sábado por 1 a 1 com o Novorizontino, pelo Campeonato Paulista. Em entrevista ao canal Fox Sports, ele afirmou que o clube deveria parar de reclamar da arbitragem do torneio e ter outra postura.

Olim afirmou que apesar de ser torcedor do Palmeiras, reprova a atitude de criticar o Estadual, chamado novamente de "Paulistinha" pelo clube em posicionamento nas redes sociais. "Chamar de 'Paulistinha'. Quer esculachar? Desculpa, isso é uma vergonha para o Palmeiras. Vamos ganhar na bola, no jogo, vamos parar de chorar", afirmou. "Eu sou palmeirense, mas é difícil lidar com o Palmeiras", completou.

O Palmeiras reclamou no sábado que o árbitro de vídeo não identificou o toque do braço de Murilo Henrique na bola no lance que originou o gol do Novorizontino. Após a partida, a Federação Paulista de Futebol (FPF) e o Palmeiras trocaram farpas no Twitter com imagens do lance. O clube criticou a decisão, enquanto a entidade afirmou que a jogada foi normal.

"A Federação investiu nesse VAR, custou uma fortuna isso, é de primeiro mundo. A Federação faz o melhor pelo futebol, mas sempre tem um contra. O que eles queriam? O juiz estava certo, mas cada um tem sua opinião", afirmou Olim, que criticou o presidente do Palmeiras, Mauricio Galiotte. "Vamos juntar, vamos nos unir. O Palmeiras é um grande clube, mas esse cara (Galiotte) pensa em um mundinho pequeno. Tem de pensar no Palmeiras, e não pensar em um timinho", afirmou.

No ano passado, o Palmeiras rompeu com a FPF e também se irritou com o TJD-SP. Após uma polêmica decisão da arbitragem na final do Paulista, contra o Corinthians, o clube acionou a esfera jurídica estadual para tentar impugnar a partida, com a justificativa de interferência externa. O TJD-SP recusou a investida, que foi parar no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), do Rio.

"Eu sou palmeirense, mas não tenho culpa nenhuma dessa última final e continuam com essa história. Está comprovado que a bola não pegou na mão e eles estão aí brigando. Toda hora é a mesma história", afirmou Olim. 

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