Mauricio Garcia de Souza/Alesp
Mauricio Garcia de Souza/Alesp

Presidente do TJD rebate Palmeiras: 'O que falta ao clube é competência'

Antonio Olim afirma que clube reclama contra o órgão para tentar justificar a eliminação no Campeonato Paulista

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

08 de abril de 2019 | 11h06

O presidente do Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP), Antonio Olim, rebateu nesta segunda-feira as reclamações do técnico do Palmeiras, Luiz Felipe Scolari, sobre o trabalho dele e do órgão na condução dos casos jurídicos do Campeonato Paulista. Após ser criticado pelo treinador, o dirigente nega que irá oferecer denúncia pelo episódio e afirma que as críticas vindas da equipe são uma tentativa de esconder a eliminação no Estadual.

"O problema do Palmeiras não é a instituição, são os dirigentes e o Felipão. Eles têm de jogar futebol e acabou. Não nenho nada para ouvir eles falarem. Eu não aguento mais o Palmeiras. Todo dia eles inventam alguma", afirmou Olim ao Estado. "Eles sempre têm que arrumar algum Cristo. Ou é a Federação Paulista de Futebol (FPF) ou o Tribunal. O que falta ao Palmeiras é competência, força e garra ao time", disse.

Olim disse ser torcedor do Palmeiras e garantiu que não pretende oferecer denúncias a Felipão por ter sido criticado pelo técnico. Na entrevista coletiva depois da eliminação diante do São Paulo, o treinador questionou a postura do TJD e do próprio Olim. "Não adianta a gente ficar reclamando aqui porque a gente vai receber lenços do dirigente lá. Não tem que mandar lenços. Tem que mandar o que é correto", comentou Felipão.

O técnico também questionou na entrevista o formato do julgamento do Pleno do TJD que acabou por punir o meia Moisés por quatro partidas no Estadual. Para o Palmeiras, a condução do caso foi irregular pois dois dos auditores presentes no julgamento do Pleno já haviam votado na punição em primeira instância, repetição que é vetada pelo Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).

Segundo Olim, a repetição relatada no processo foi fruto de um erro. "O relator na hora de colocar no texto não escreveu que os dois (auditores) que foram colocados no pleno não votaram na primeira vez. O Palmeiras estava lá e viu que eles não votaram", afirmou. Apesar da pena de quatro jogos, o meia Moisés foi liberado para atuar porque o clube conseguiu um efeito suspensivo ao recorrer ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

O presidente do TJD criticou a reclamação do Palmeiras sobre o caso, considerada excessiva. "Ele (Felipão) tem um time que nem precisava colocar esse Moisés. Tem uns 12 Moisés no elenco. Se fosse um time caído e que estivesse vendendo o almoço para comprar o jantar. O Palmeiras é bem maior do que tudo isso", comentou.

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