Reprodução / Valencia
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Presidente do Valencia condena racismo e cobra investigação das autoridades

Anil Murthy cobra entidades competentes para que tomem medidas drásticas no combate à discriminação racial pelo bem do futebol na Espanha

Redação, Estadão Conteúdo

05 de abril de 2021 | 13h15

O presidente do Valencia, Anil Murthy, demonstrou apoio ao francês Diakhaby, vítima de supostas ofensas racistas no duelo com o Cádiz, em jogo do Campeonato Espanhol. A partida aconteceu neste domingo. O dirigente promete ir às últimas consequências para que Juan Cala seja punido por ter supostamente chamado seu jogador de "negro de merda". Ele cobra das autoridades que tomem medidas drásticas no combate à discriminação racial pelo bem do futebol da Espanha e do mundo.

"Ontem (domingo), no nosso jogo contra o Cádiz, assistimos a um flagrante incidente de racismo. Não há outra maneira de descrevê-lo. Nosso jogador, Mouctar Diakhaby, foi alvo de insulto racial extremamente grave por parte de Juan Cala", protestou Anil Murthy. "Embora Cala possa negar, todos nós somos capazes de reconhecer um olhar de culpa e acreditamos em Mouctar completamente", enfatizou. "Este tipo de comportamento não deve ser tolerado no futebol e na sociedade em geral, e nós, do Valencia, condenamos qualquer forma de racismo e apoiamos totalmente o nosso jogador."

Cala vai se pronunciar oficialmente nesta terça-feira, mas disse após o jogo que "não vai se esconder" e que deve ser absolvido. "Aparentemente, a presunção da inocência não existe nesse país", disse o defensor do Cádiz, dizendo-se vítima de uma acusação injusta.

O Valencia não acredita nas palavras de Cala e vai buscar uma punição na Justiça. "Não deve haver dúvidas de que o Valencia vai defender Diakhaby ao máximo e lutar para garantir que eventos tão lamentáveis não se repitam", disse o presidente, revelando já ter conversado com a liga que organiza o Campeonato Espanhol, a La Liga, sobre o ocorrido e exigindo uma completa investigação.

"Falamos com LaLiga para encorajá-los a também levar a investigação até o fim. Este incidente não pode ser deixado para trás e não pode ser repetido com nenhum outro jogador de nenhuma outra equipe", observou. "Estamos tristes porque, após o incidente, não houve reação para interromper o jogo e que foram os nossos jogadores que saíram do campo. Não pode haver falta de ação diante desses tipos de situações."

Anil Murthy cobrou seriedade das autoridades do futebol espanhol para que sirvam de exemplo ao mundo da bola. "A partir de agora, gostaríamos de ver algum tipo de reação para mudar esses protocolos, a fim de proteger aqueles que estão vulneráveis. Se não mudarmos isso, será um mau exemplo para todos", exigiu. "Isso deve mudar. Mudanças foram feitas em outras ligas, e agora o mesmo deve ser feito na Espanha. Não podemos fechar os olhos a algo tão sério como o racismo", seguiu. O dirigente ficou indignado de o Valencia ser obrigado a retornar a campo. "É hora de mudar e o Valencia irá dar o seu contributo ao nosso jogador e à luta contra o racismo. Um passo atrás na luta contra o racismo foi dado ontem."

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