Felipe Oliveira / EC Bahia
Felipe Oliveira / EC Bahia

Presidente do Vitória critica Vinícius, mas promete punir atletas por agressões

Dirigente diz que não houve ordem para forçar expulsão, nem da diretoria do clube nem do técnico Vágner Mancini

Estadão Conteúdo

19 de fevereiro de 2018 | 12h10

Um dia depois das confusões no clássico Ba-Vi, dirigentes de ambos os clubes seguiram repercutindo e dando explicações nesta segunda-feira. Do lado do Vitória, o presidente Ricardo David criticou duramente o meia Vinícius, do Bahia, pela suposta provocação à torcida rubro-negra, que, ao seu ver, iniciou a sequência de fatos que culminaria no fim prematuro da partida.

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"Nós temos que saber nossa responsabilidade no esporte, já é difícil manter um clima de paz. No momento em que fez o gol, desrespeitou nosso torcedor. Poderia ter feito em frente à torcida dele. E isso desencadeou uma série de agressões em que todos são responsáveis", declarou em entrevista à ESPN Brasil.

Vinícius foi autor do gol do Bahia, que empatava o duelo no Barradão em 1 a 1 aos 16 minutos do segundo tempo. Após o gol, realizou uma dança em frente à torcida adversária, considerada provocativa pelos atletas do Vitória.

Imediatamente, o goleiro Fernando Miguel interpelou Vinícius e o zagueiro Kanu tomou a mesma decisão, mas agredindo o rival com socos. Rhayner e Denilson foram pelo mesmo caminho e a confusão se instaurou. Como resultado, o árbitro Jailson Macedo Freitas expulsou três atletas rubro-negros e quatro do Bahia, mas apenas dois que estavam em campo: Vinicius e Lucas Fonseca.

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Segundo Ricardo, o clima hostil foi iniciado bem antes do clássico, e pelo próprio Vinícius. O dirigente criticou o meia por uma postagem nas redes sociais realizada pelo jogador ao longo da semana, em que chamava o estádio do Vitória de "Barralixo" e fazia referência às "mães e irmãs" dos rivais.

"Fomos surpreendidos durante a semana por uma postagem do jogador Vinícius, uma agressão à instituição Vitória, aos jogadores. Se tivesse partido de algum jogador nosso, teria sido excluído do jogo. Não toleramos que qualquer atleta faça isso nas redes sociais. Obviamente, isso criou um clima desagradável. Tentei falar com os atletas para a resposta ser dada no campo, o (Vagner) Mancini chamou a atenção para isso", comentou.

Apesar das críticas ao atleta rival, Ricardo reconheceu o erro de seus próprios jogadores ao partirem para agressões e prometeu punições. "Estamos analisando com toda tranquilidade aqueles que participaram da confusão do nosso lado. Serão punidos internamente. Tivemos três expulsões por causa disso."

Depois de Kanu, Rhayner e Denilson, Uillian Correia também foi expulso ao matar um contra-ataque rival. Aos 32 minutos, então, o jovem Bruno Bispo, de 21 anos, forçou o vermelho para encerrar a partida prematuramente. Apesar de todas as especulações, o presidente do Vitória descartou qualquer ordem superior para que o atleta tomasse esta decisão.

"Disseram que houve uma ordem de expulsão. Isso eu posso afirmar que não houve. O Bruno, vindo da base, jovem, tomou aquela atitude pessoal e deliberada, impedindo a cobrança da falta. Estamos investigando se foi uma decisão pessoal ou do grupo. Já vimos a imagem e não percebemos uma espécie de acordo. Achamos que é uma atitude de um jovem. Repudiamos tudo que aconteceu, nosso torcedor não merecia isso", afirmou.

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