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Presidente do Wigan renuncia após cumprir suspensão por racismo

Dave Whelan deixa clube inglês após ofensas contra os judeus

Estadão Conteúdo

03 Março 2015 | 11h49

Dave Whelan renunciou nesta terça-feira ao cargo de presidente do Wigan, clube da segunda divisão do futebol inglês, depois de cumprir uma suspensão, imposta pela Associação de Futebol da Inglaterra (FA, na sigla em inglês), de seis semanas por má conduta, agravada por racismo, por um comentário considerado ofensivo aos judeus.

"Acho que as pessoas judias perseguem mais o dinheiro mais do que todas as outras. Eu não acho que isso é ofensivo a todos", disse o dirigente de 78 anos ao jornal inglês The Guardian em 2014. Pela declaração, ele também foi multado em 50 mil libras (aproximadamente R$ 207 mil), alertado sobre o seu comportamento futuro, além de ser obrigado a realizar um curso de educação. 

Em um comunicado no site do Wigan, Whelan disse que "chegou o tempo de largar as rédeas". Ele, porém, permanecerá sendo proprietário do clube e será sucedido como presidente por seu neto de 23 anos, David Sharpe. Whelan negou, porém, a possibilidade de vender o clube. 

"Não há planos para vender o clube, que permanecerá nas mãos da família e tenho toda a confiança de que David, juntamente com o chefe-executivo Jonathan Jackson, vai nos levar para a frente com a sabedoria", afirmou.

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