Presidente e vices da Ferj são afastados pela Justiça

O presidente da Federação Estadual de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj), Rubens Lopes, e os 22 vice-presidentes da entidade foram afastados nesta terça-feira de seus cargos pelo desembargador da 4.ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça (TJ) carioca, Sidney Hartung. O advogado José Teixeira Fernandes foi nomeado como mediador eleitoral e será o responsável pelas decisões sobre o futebol do Rio até o dia 30, data do pleito que escolherá o novo mandatário da Ferj. A sentença que nomeou Fernandes e afastou novamente a diretoria da Ferj foi em segunda instância. Na primeira vez em que o processo foi julgado, em 2004, a entidade perdeu e teve seus dirigentes destituídos, mas eles voltaram aos cargos, de posse de uma liminar cassada nesta terça. ?O desembargador determinou o afastamento imediato de toda a direção. Foi rejeitado o recurso deles e a liminar cassada?, disse o promotor do Ministério Público Rodrigo Terra, que em 2004 denunciou a Ferj sob a alegação de falta de transparência na entidade, ato que contraria o Estatuto do Torcedor. O mediador eleitoral José Teixeira Fernandes é atuante no cenário jurídico do futebol. O advogado é um dos auditores da 3ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e ficou conhecido por ser um árduo torcedor do Flamengo. Além de administrar a Ferj, a principal tarefa de Fernandes será a de comandar o processo eleitoral. O mediador tem um prazo judicial de 30 dias para organizá-lo, mas a eleição já estava marcada para o dia 30 e sua data não sofrerá alteração. Apesar da decisão da Justiça, o advogado da Ferj, Luiz Guilherme Gutman, ontem ainda frisou que a diretoria permanecerá no cargo. ?Há um equívoco de interpretação, ninguém foi afastado. O desembargador nomeou um mediador, até porque não havia sentido colocar um interventor tão perto da eleição?, frisou. Mas, o desembargador da 4.ª Câmara Cível do TJ informou que todos os membros da diretoria da Ferj estão afastados de seus cargos e o mediador eleitoral ficará responsável à frente da entidade, a partir do momento que a decisão for publicada no Diário Oficial - fato previsto para ocorrer em até cinco dias. Ressaltou que sua sentença é passível de recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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