Presidente em exercício assume a Ferj

A estréia do presidente em exercício Plínio Jordão ocorreu nesta segunda-feira, sem muito alarde, na Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj). Ele assume o cargo quatro dias após o afastamento por decisão judicial de Eduardo Viana (conhecido como Caixa D?água). Prestigiado por Eduardo Viana, que supostamente antevendo problemas com a Justiça o colocou no comando da entidade na última quarta-feira, Plínio Jordão alegou, por meio de sua assessoria, não ter ido antes à sede da entidade porque estava no Espírito Santo para resolver problemas particulares. E evitou dar entrevistas.Os funcionários da Ferj foram trabalhar normalmente. Não houve nenhuma ausência. De acordo com pessoas próximas a Eduardo Viana, o dirigente ainda procura um advogado especialista em direito penal para elaborar a defesa no processo formalizado pelo Ministério Público, que o acusa pelos crimes de formação de quadrilha, falsidade ideológica, fraude processual e estelionato.Eduardo Viana pode ser condenado a até 20 anos de prisão. Também foram afastados o vice-presidente da Ferj, Francisco Aguiar, o diretor Paulo Roberto Petrolongo da Silva, o coordenador de funcionários, Gilberto Rangel Lima Júnior, o responsável pela venda dos bilhetes, Carlos César Martins dos Santos, e o contador Jobem Mendes Braga, que seria o responsável pela falsificação dos boletins financeiros da federação.A denúncia é resultado de um ano e seis meses de investigações conduzidos pela promotora Márcia Velasco, da 23ª Promotoria de Investigação Penal da 1ª Central de Inquéritos do MP, e pelo delegado Ricardo Codeceira, da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco). A perícia demonstrou que, entre março e setembro de 2003, mais de R$ 866 mil foram desviados por recibos fraudulentos.

Agencia Estado,

18 de outubro de 2004 | 19h35

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