JF Diório/Estadão
JF Diório/Estadão

Presidente em exercício do Santos fala sobre Claudinei, Bielsa e Neymar

Em entrevista à TV Estadão, Odílio Rodrigues comenta a polêmica com o Barcelona

O Estado de S. Paulo

22 de outubro de 2013 | 15h25

SÃO PAULO - A ida de Neymar para o Barcelona, de Ganso para o São Paulo e a saída de Muricy Ramalho do comando do time contribuíram para um momento de instabilidade no Santos após uma década de títulos, glórias e de uma safra valiosa de jovens talentos. Chegou-se a falar em crise e cogitou-se a saída do técnico Claudinei Oliveira, considerado por muitos técnico interino. O Santos ocupa hoje a oitava colocação no Campeonato Brasileiro e busca a classificação para a Libertadores de 2014. O presidente em exercício do clube, Odílio Rodrigues, falou ao Estado sobre a fase.

 

Muito das especulações sobre uma possível crise no Santos surgiram após a saída de Neymar. A venda para o Barcelona, causou certa desconfiança dos torcedores por conta dos valores anunciados. O presidente afirmou que tudo foi feito de modo muito transparente, e reiterou que o Comitê de Gestão aprovou todos os procedimentos. Cerca de um ano antes, Neymar vinha sendo vaiado no Brasil, e seu pai já manifestava vontade de ver o filho jogando por seis meses em algum clube da Europa para chegar a Copa das Confederações mais experiente.

A diretoria santista bancou Neymar e colheu os frutos. Em maio deste ano o Barcelona ofereceu 17 milhões de euros (mais 2 milhões caso Neymar venha a estar entre os 3 melhores do mundo) e levou o craque para o Camp Nou. O Barça divulgou outros valores, o que provocou desconforto entre os santistas. Membros da diretoria acionaram a Fifa buscando explicações, sobre os supostos 57 milhões de euros pagos por Neymar. O pacote inclui 2 amistosos entre o Santos e o time catalão por 4 milhões de euros, um realizado em agosto e um ainda a ser marcado. Tudo começou a melhorar quando Claudinei Oliveira, então técnico das categorias de base assumiu a equipe profissional na vaga deixada por Muricy Ramalho. "Quando o Muricy saiu, tínhamos no Claudinei uma figura vitoriosa, campeão de tudo nas categorias de base. Quando convidamos para o time principal ele ficou muito contente e muito surpreso", revela Odílio."Ele tem um carinho e uma convivência muito boa com os jogadores jovens e depois conseguiu criar um ambiente bom com os jogadores mais velhos. Ele faz um bom trabalho. Quando o trouxemos, ele nos pediu que mudássemos o seu contrato, com todas as clausulas de rescisão. O Comitê de Gestão está muito satisfeito com o trabalho dele".

O presidente ainda garantiu que a vinda de um técnico estrangeiro ao comando do Santos ainda não deve acontecer. "O Santos tentou trazer o Bielsa, ou algum treinador da escola do Bielsa. O Pep Guardiola, o Tata Martino, são técnicos que fazem boas referências ao Bielsa. Não chegamos num acordo em relação ao que o Bielsa queria. Ele só trabalha com 18 jogadores, quer que os jogadores durmam no CT. Ele não quis. Depois fomos a Argentina tentar falar com o Tata Martino, mas aí surgiu o Barcelona e ele foi".

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