Presidente evita confirmar permanência de René no Botafogo após queda em casa

Ao tomar um gol aos 46 minutos do segundo tempo, o Botafogo foi derrotado por 1 a 0 pelo Figueirense, na noite da última terça-feira, no Engenhão, e amargou uma dura eliminação na terceira fase da Copa do Brasil. O resultado também deixou mais pressionado o técnico René Simões, cuja permanência no cargo não foi assegurada pelo presidente do clube, Carlos Eduardo Pereira, após o confronto.

Estadão Conteúdo

15 de julho de 2015 | 09h37

Vestindo uma camisa do clube durante entrevista coletiva, o dirigente não escondeu a sua decepção com a queda sofrida em casa, mas também evitou dar indícios de que poderá demitir o treinador, até pelo fato de que hoje o Botafogo lidera a Série B do Campeonato Brasileiro, na qual conquistar a volta à elite nacional é a principal prioridade do clube nesta temporada.

Ao ser questionador se René seguirá ou não no cargo após a eliminação diante do Figueirense, o presidente botafoguense destacou que deverá se reunir com a comissão técnica nesta quarta-feira. No encontro também será discutido o momento instável do time na Série B, na qual acumulou um empate e uma derrota nas últimas duas rodadas.

"A torcida paga e tem o direito de protestar sua insatisfação, seja com o treinador, comigo ou qualquer outro membro da diretoria. Eu continuo, a diretoria continua e, sobre o departamento de futebol, vamos conversar nesta quarta, como sempre fazemos após as partidas. Vamos ouvir o René e ver o que aconteceu. Vamos conversar com o Antônio Lopes (diretor de futebol) e agir com tranquilidade. Hoje é um momento de muita tristeza", lamentou o dirigente.

Carlos Eduardo Pereira também prometeu não tomar "nenhuma decisão precipitada ou agir sem tranquilidade" em relação a René Simões, que agora terá de preparar a equipe para o duelo contra o Náutico, sábado, no Engenhão, pela 13ª rodada da Série B. O comandante, por sinal, reconheceu que não pode assegurar a sua própria permanência no cargo.

"Treinador só tem uma certeza, que é a incerteza do cargo. Mas não me sinto pressionado, me sinto trabalhando. O momento é difícil, falei para os jogadores no vestiário que a temperatura subiu. Agora é a hora de mostrar quem é cascudo para seguir em frente", ressaltou o técnico, qualificando como normal a revolta dos torcedores após a eliminação amargada no finalzinho da partida desta terça. "A torcida estava comemorando classificação e, no fim, sai fora. Não é a torcida do Botafogo. Qualquer torcida reagiria assim", reforçou.

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