Presidente não vai escalar o Corinthians nas 'decisões'

Tite disse que consultaria diretoria para saber qual torneio apostar

Raphael Ramos, O Estado de S. Paulo

14 de abril de 2015 | 18h42

O presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, garantiu nesta terça-feira que não terá influência na escalação da equipe para os jogos contra San Lorenzo, quinta-feira, pela Copa Libertadores, e domingo, diante do Palmeiras, pela semifinal do Campeonato Paulista. Tite disse que iria conversar com a diretoria para decidir qual time levará a campo para os dois jogos porque o intervalo entre as partidas é de apenas três dias, tempo considerado insuficiente para recuperar fisicamente os atletas.

"Quem escala o time é o Tite. Ele é que vai escolher os jogadores que achar melhor. Eu não tenho nada a ver com isso. Quando o treinador disse que não ia escalar o Corinthians sozinho, quis dizer que consultaria o departamento de fisiologia para ver a condição física dos jogadores. Aqui no Corinthians, presidente não escala jogador", afirmou Andrade ao Estado.

No treino desta terça, Tite indicou que a Libertadores é prioridade, sempre foi. O treinador comandou um trabalho tático em campo reduzido e escalou a equipe com todos os titulares que tem à disposição. Vagner Love jogou no ataque na vaga de Guerrero, que teve confirmado o diagnóstico de dengue e ficará pelo menos 15 dias afastado dos treinos.

Assim, o Corinthians que enfrentará o San Lorenzo deverá ser o mesmo que jogou contra a Ponte Preta: Cássio; Fagner, Felipe, Gil e Uendel; Ralf; Jadson, Elias, Renato Augusto e Emerson; Vagner Love. No metade do treino, Elias foi substituído por Bruno Henrique. Segundo a assessoria de imprensa, já estava programado que o volante não participaria de toda a atividade para fazer um trabalho de reforço muscular na academia.

O Corinthians precisa de apenas um empate para se classificar para as oitavas de final da Libertadores sem depender dos outros resultados. Tite, no entanto, faz questão de somar a maior quantidade de pontos possível para enfrentar um adversário teoricamente mais fraco e ter a vantagem de sempre fazer o segundo jogo em casa até a final caso o time avance nas fases.

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