Presidente pede afastamento e evidencia racha no Guarani

O presidente do Guarani, Horley Senna, e Roberto Graziane, proprietário da empresa Magnum que investe no clube e arrematou o estádio Brinco de Ouro, entraram em rota de colisão. E mudanças drásticas podem acontecer em breve. Tanto que o presidente se afastou, temporariamente, por 15 dias para cuidar de problemas cardíacos.

Estadão Conteúdo

11 de abril de 2016 | 20h05

Horley Senna alegou que teria que fazer um cateterismo. A princípio, ele se afastaria apenas por 15 dias, mas o prazo pode ser ampliado depois. Com a saída de Horley, que só falta ser oficializada, quem deveria assumir o clube é o vice-presidente eleito Ozeias de Jesus Santos.

Mas o Guarani é um dos poucos clubes no Brasil que tem um "regime parlamentarista", afinal tudo passa pelo Conselho de Administração formado por sete membros. Um deles é o advogado Palmeron Mendes Filho, que deverá ser o interlocutor entre o Conselho e a direção da Magnum.

Sem o "dedo" de Horley Senna, a direção da Magnum já tomou várias medidas administrativas, como a demissão de 16 jogadores, a troca da comissão técnica e nesta segunda-feira a saída do supervisor de futebol Waldir Lins. Ele deve ser substituído por Wilson Coimbra, ex-goleiro do Guarani e do Corinthians, e que já trabalhou no clube.

Durante o dia, no entanto, o nome de Rodrigo Pastana, ex-Ceará, também foi muito comentado. A opção por Coimbra seria para deixar alguém mais próximo do clube, que conheça a história do Guarani e que possa, dentro das condições de trabalho, realizar suas funções.

As novas ações no clube serão tomadas por Nenê Brito, braço direito de Roberto Graziane. A empresa também não teria gostado da eleição de Edison Torres, ex-presidente do clube, como presidente do Conselho Deliberativo do clube na semana passada.

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