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Presidente promete mudanças no Fla

O presidente do Flamengo, Márcio Braga, vai promover alterações na política do futebol do clube com o objetivo de acelerar a tão sonhada criação da empresa Fla-Futebol S.A. O modelo profissional de gestão do setor, porém, esbarra na rejeição de alguns conselheiros e beneméritos rubro-negros, além da falta de dinheiro.A principal mudança é a presença do ex-presidente Hélio Ferraz como gestor de projetos especiais, cuja missão é a de mediar a aprovação da empresa Fla-Futebol S.A entre os conselheiros e beneméritos. Além disso, ele vai acumular o cargo de vice-presidente de Futebol no lugar de Paulo Dantas, nomeado membro do Conselho Gestor.O presidente do Flamengo anunciou também que não é contra a contratação de Eduardo Moraes, o Vassoura, genro de Hélio Ferraz, como o novo diretor do Fla-Futebol. "Se o Hélio quiser vou aceitar", declarou Márcio Braga, que assegurou a permanência do diretor-técnico Júnior e do técnico Ricardo Gomes. O dirigente frisou ainda que vai manter José Maria Sobrinho na função de diretor-executivo do Fla-Futebol. Para ele, o maior problema do clube é externo, ou seja, fora do campo."Estive em Belém com a delegação e vi de perto o trabalho da comissão técnica. Percebi que os jogadores estão bem e não há nenhuma rejeição ao Dimba", disse Márcio Braga, referindo-se ao jogo do Flamengo contra o Paysandu, no Mangueirão - empatou em 2 a 2 (quinta-feira passada) - e também à suposta crise de relacionamento do elenco com Dimba, que recebeu R$ 1,5 milhão adiantados na negociação com o clube em meio à dois meses de salários atrasados dos companheiros."O Ricardo Gomes e o Júnior não perderam o comando do time, o que é muito importante", lembrou Márcio Braga, que até o fim do ano pretende demitir mais 100 funcionários para diminuir a folha de pagamento de R$ 2,3 para R$ 2 milhões - há pouco tempo havia dispensado também outros 100 trabalhadores."Falta de dinheiro é o pior problema do Flamengo. Outro dia, uma funcionária que serve café chorava copiosamente na minha mesa porque não tinha R$ 6,90 para comprar um remédio de pressão", desabafou.

Agencia Estado,

11 de outubro de 2004 | 19h18

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