Werther Santana/Estadão
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Presidente rebate suspeitas: 'Corinthians mereceu liderança'

Roberto de Andrade nega qualquer favorecimento da arbitragem

RAPHAEL RAMOS, O Estado de S. Paulo

20 de agosto de 2015 | 14h37

O presidente Roberto de Andrade criticou as insinuações de que o Corinthians é o líder do Campeonato Brasileiro graças à ajuda da arbitragem. Para o dirigente, os árbitros cometeram erros a favor e contra o time, como acontece com os demais times do Brasileirão. O Corinthians, disse o presidente, chegou à ponta da competição por méritos próprios.

"Erros sempre existiram e vão continuar existindo. Hoje, favorece o time A e depois B ou C. É preciso analisar a sequência de tudo. Acho leviano falarem que o Corinthians é líder por causa da arbitragem. Discordo completamente disso. O Corinthians tem a defesa menos vazada do campeonato e teve competência para chegar onde está. O que me causa estranheza é que essas conversas só surgiram agora que o Corinthians assumiu a liderança. Antes ninguém estava preocupado com nada", criticou Andrade.

O dirigente lembrou que os erros de arbitragem no Campeonato Brasileiro têm afetado todas as equipes. "Na última rodada, o Atlético-MG foi prejudicado, assim como o Flamengo e o Goiás. Não teve em um jogo só. Em dez partidas, pelo menos em seis ou cinco tivemos erros dos árbitros. O que não pode é falarem que tudo isso é para favorecer o Corinthians. Se nós estivéssemos em 12º lugar na tabela de classificação, os erros iriam continuar acontecendo e ninguém iria falar nada. Os erros seriam exatamente os mesmos", afirmou.

Andrade citou ainda a Copa Libertadores de 2013, quando o Corinthians foi eliminado nas oitavas de final diante do Boca Juniors após erros cruciais do árbitro paraguaio Carlos Amarilla. À época, o time alvinegro teve um gol mal anulado e dois pênaltis não marcados.

"Em 2013, fomos prejudicados pelo Amarilla e eu critiquei aquela arbitragem ruim, mas não falei que foi para beneficiar alguém. Temos de criticar o erros para a Comissão de Arbitragem trabalhar e corrigir esses erros. O juiz é humano e sabemos que erros vão continuar acontecendo. Não tem como ser diferente."

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