Presidente revela temor com finanças do Fluminense

Clube carioca tem dívidas de R$ 350 milhões e uma das folhas salariais mais altas do Brasil

AE, Agência Estado

21 de dezembro de 2010 | 10h35

Empossado como presidente do Fluminense em cerimônia realizada na noite de segunda-feira, Peter Siemsen assumiu o clube para um mandato de três anos preocupado com as finanças. O dirigente admitiu que este será o seu principal desafio, já que o atual campeão brasileiro tem dívidas de aproximadamente R$ 350 milhões e uma das folhas salariais mais altas do País.

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"As prioridades já estão traçadas desde o início da campanha. Nós queremos mostrar um novo conceito de administração, mas sabemos que não é fácil. Sabemos que a demanda financeira imediata do Fluminense é muito grande, pois o clube trabalhou para manter em dia a folha de pagamentos e os valores são muito altos. Vamos tentar diminuir as nossas despesas e criar receitas extremamente produtivas para o Fluminense", afirmou.

Além de apresentar o novo vice-presidente geral, Ricardo Martins, e outros dirigentes, Siemsen aproveitou para detalhar alguns dos seus projetos para o Fluminense. Com a intenção de melhorar as finanças dos clubes e minimizar os problemas com as vendas de ingressos, o dirigente prometeu criar um cartão de benefícios. Assim, o torcedor teria facilidades e contribuiria financeiramente para o Fluminense.

"Todo tricolor ama o Fluminense, gosta de consumir produtos e estar ao lado do nosso clube. Por isso, é preciso estar atento a isso. Estamos estudando a estratégia de lançar um cartão de benefícios. O tricolor vai ter noção dos descontos desse programa e serão tantos que no fim estará pagando menos aderindo ao programa do que terá de benefícios. Além disso, terá um cartão que será alimentado com a compra de parte dos jogos da temporada, ou até mesmo prioridade em jogos avulsos, pois nossa ideia é ter um planejamento bem diferente. Queremos que com este cartão o nosso torcedor faça tudo em relação ao Fluminense, desde entrar no clube até ir aos jogos, de modo que não precise enfrentar o guichê para nada", explicou.

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