Divulgação/Shakhtar Donetsk
Divulgação/Shakhtar Donetsk

Presidente do Shakhtar compara política da Rússia ao Apartheid e pede que país seja banido da Fifa

Serhiy Palkin afirma que medidas e sanções drásticas devem ser aplicadas aos russos devido por causa da invasão à Ucrânia

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de março de 2022 | 14h46

Presidente do Shakhtar Donetsk, Serhiy Palkin, foi a público pedir para que a federação de futebol russa perca sua condição de membro e seja banida da Fifa e Uefa. Segundo ele, a Rússia deve sofrer punições semelhantes às da África do Sul durante o Apartheid.

Atualmente, as seleções e clubes russos estão suspensos e impedidos de participarem de competições internacionais, mas a Rússia segue como membro das federações. Nesta quinta-feira, 31, a Fifa organizará seu congresso anual e a federação ucraniana não deverá ir ao evento.

"Gostaria de pedir à Uefa e à Fifa que deem um passo adiante e cancelem ou suspendam a adesão da Rússia em suas organizações", afirmou Palkin. "Nos anos 70, a África do Sul foi expulsa da Fifa pela política de Apartheid, e a Rússia deveria ser expulsa pela política de genocídio dos ucranianos e pela guerra sangrenta que desencadearam em nossa pátria", completou.

"O esporte sempre foi usado pelos russos como propaganda de sua ideologia. Se essa ideologia ameaça a coexistência pacífica, a Rússia deve ficar totalmente isolada até que mude sua política de destruir todos os seres vivos", disse o dirigente do Shakhtar.

O clube ucraniano sofre com conflitos envolvendo a Rússia desde 2014, na região de Donbas. Desde então, a equipe é forçada a receber suas partidas em Lviv, Kharkiv ou Kiev. Em 2022, após as invasões sobre o território ucraniano, o campeonato nacional foi suspenso.

"A única maneira de derrotar a agressão russa é combinando nossos esforços. É necessário aumentar as sanções contra a Rússia. É importante limitar os recursos e as capacidades de informação da Rússia para que eles se sintam isolados e parem", concluiu o dirigente. Fifa e Uefa ainda não se pronunciaram a respeito das declarações do dirigente ucraniano.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.