Presidentes de clubes comemoram aprovação da MP do Futebol

'Pode melhorar qualidade dos torneios', diz mandatário corintiano

RONALD LINCOLN JR., Estadão Conteúdo

14 de julho de 2015 | 18h25

Presidentes de clubes da Série A comemoraram a aprovação, no Senado, da Medida Provisória 671, que prevê o refinanciamento das dívidas fiscais em até 20 anos. "Se a MP não tivesse sido aprovada, alguns clubes não iriam pagar o que deviam", apontou Paulo Nobre, presidente do Palmeiras, nesta terça-feira, após reunião na sede da CBF.

No dia anterior, a MP 671 havia sido aprovada pelos senadores, mantendo o texto da Câmara dos deputados. Agora só resta a sanção da medida pela presidente Dilma Rousseff.

"Para os cofres públicos é importante porque passa a receber um dinheiro que não estava recebendo. É um parcelamento, não houve uma anistia", afirmou Paulo Nobre. "E também tem as contrapartidas que impedem que os erros de gestão sejam repetidos daqui a 10 anos."

O projeto, porém, foi criticado por alguns senadores, que defendiam que os clubes passagem suas dívidas em até 120 vezes, em vez de 240. Outra crítica foi quanto à liberdade que os dirigentes terão de comprometer até 80% de suas contas com os gastos do futebol.

Inicialmente a proposta era limitar em 70%. "As mudanças podem não ser tão grandes agora, mas no logo prazo pode melhorar, inclusive, a qualidade dos nossos campeonatos", considerou o presidente do Corinthians, Roberto de Andrade.

"Alguns criticam a MP, mas precisamos ressaltar que nós avançamos culturalmente, para estabelecer governança", afirmou Romildo Bolzan Jr, presidente do Grêmio. "Os problemas vão parar de passar de uma gestão para outra, vai se estabelecer a obrigação de pagamentos com o requerimento da CND (Certidão Negativa de Débito). Culturalmente é uma coisa importante, nem tanto pelo texto, mas pela cultura."

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