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Preso cartola da Fifa membro da organização do torneio olímpico

Gabriel Ameyi, atual presidente da Federação togolesa, é detido no aeroporto de Lomé por conta de um escândalo de corrupção

Jamil Chade - Correspondente em Genebra, O Estado de S. Paulo

05 de dezembro de 2014 | 15h33

Nesta sexta-feira, a Federação de Futebol do Togo confirmou que seu presidente, Gabriel Ameyi, foi detido. O dirigente, que também é membro da Fifa, não teve explicado o motivo da sua prisão, mas a federação garante que não está relacionada com seu cargo no futebol africano. A detenção teria ocorrido por conta de "transações financeiras". 

A denúncia teria chegado à Justiça do Togo a partir de empresários de Benin. Mas a federação apenas indicou que, nos próximos dias, maiores informações serão divulgadas. A prisão ocorreu no aeroporto da capital do Togo, Lomé, ainda na quinta-feira pela noite. Ameyi estava retornando do sorteio das chaves da Copa da África, na Guine Equatorial. 

O dirigente é um dos membros do Comitê da Fifa responsável por organizar o torneio olímpico no Rio de Janeiro. O organismo, com um total de 18 membros, ainda conta com Marco Polo del Nero, José Maria Marin, presidente da CBF, e Guilherme Marques, da Rio 2016.

O grupo tem como responsabilidade escolher as sedes dos jogos, garantir que o evento ocorra dentro das regras da Fifa, estabelecer a escolha dos árbitros e desenhar o calendário dos jogos. Em setembro, Del Nero anunciou, em Zurique, seu apoio para que o estádio do Palmeiras seja a sede paulista dos jogos de futebol nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. 

Mas, em 2009, o Comitê Rio-2016 (Co-Rio) fechou um acordo com o Morumbi para que fosse a sede do futebol em São Paulo. O Co-Rio já indicou que, de alguma forma, pretende respeitar o acordo com o São Paulo, que ficou fora da Copa do Mundo.

Se não bastasse, os organizadores recebem a pressão da Fifa para que utilizem as instalações da Copa do Mundo, justamente para mostrar que os investimentos se justificam. Isso, na prática, significa usar o Itaquerão, estádio do Corinthians. Todas essas decisões serão tomadas pelo Comitê da Fifa do qual Ameyi faz parte. 

A entidade, nesta quinta-feira, admitiu que ficou sabendo da prisão do dirigente e que está "sob custódia" da polícia do Togo. "Não temos comentários a fazer neste momento", indicou a entidade com sede em Zurique.

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