Norberto Duarte/AFP
Norberto Duarte/AFP

Preso, Ronaldinho Gaúcho garante: 'Ficamos surpresos ao saber que os documentos não eram originais'

Em prisão domiciliar no Paraguai, ex-jogador dá a primeira entrevista após ser detido e fala da sua inocência

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2020 | 09h09

Passados quase dois meses depois que foi preso no Paraguai por ter tentado entrar no país com documentos falsos, Ronaldinho Gaúcho comentou pela primeira vez sobre tudo o que está passando desde então. Em entrevista ao jornal paraguaio ABC Color, o ex-jogador brasileiro relatou como foram os 32 dias de confinamento em um presídio de Assunção, onde tinha a companhia do irmão Roberto de Assis. Desde o último dia 7, eles cumprem prisão domiciliar em um hotel de luxo na capital, após terem pago fiança.

"Foi um duro golpe. Nunca imaginei que passaria por uma situação dessa. Durante toda a minha vida, busquei atingir o mais alto nível profissional e trazer alegria às pessoas com o meu futebol", disse Ronaldinho Gaúcho, que contou que viajou ao Paraguai para o lançamento de um cassino online e também de um livro.

"Tudo o que fazemos é a partir de contratos gerenciados por meu irmão, que é o meu representante. Nesse caso, participamos do lançamento de um cassino online, conforme especificado no contrato, e do lançamento do livro "Craque da Vida", organizado com uma empresa no Brasil que tem o direito de explorar o livro no Paraguai", afirmou o ex-jogador, que mostrou enorme surpresa ao ser abordado no aeroporto de Assunção com documentos falsos.

"Ficamos surpresos ao saber que os documentos não eram originais. Desde então, nossa intenção tem sido colaborar com a Justiça para esclarecer o fato, como temos feito desde o início. Desde esse momento até hoje, explicamos tudo e facilitamos tudo o que a Justiça solicitou de nós", relatou.

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Tudo o que fazemos é a partir de contratos gerenciados por meu irmão, que é meu representante
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Ronaldinho Gaúcho, Ex-jogador de futebol

A investigação tributária conduzida por autoridades paraguaias busca determinar em que contexto os documentos falsificados foram emitidos e qual o objetivo de seu uso no país. Ronaldinho Gaúcho e Assis tinham documentação brasileira. No presídio de Assunção, Ronaldinho virou uma atração. Chegou a se interagir com outros presos, distribuiu autógrafos, gravou vídeos a pedidos dos demais detentos e participou até de um campeonato interno de futebol. Teve até fotos com policiais e funcionários do local.

"Todas as pessoas me receberam com bondade. Jogar futebol, dar autógrafos, estar em fotos, tudo isso faz parte da minha vida, não tenho motivos para parar de fazê-lo, muito mais com pessoas que estão passando por um momento difícil como eu estava", completou o brasileiro. Mão há previsao de Ronaldinho deixar a prisão domiciliar em Assunção e poder voltar para o Brasil.

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