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Presos de Oruro são liberados após agressão a palmeirenses

Outros 30 integrantes da Gaviões da Fiel foram soltos

O Estado de S. Paulo

04 de abril de 2016 | 10h39

No início desta segunda-feira, 32 pessoas detidas em um dos casos de violência entre torcidas organizadas de Corinthians e Palmeiras deste domingo foram liberadas após prestar depoimento. Entre eles, estão Leandro Silva de Oliveira e Tadeu Macedo Andrade, dois dos 12 integrantes da Gaviões da Fiel que foram presos em Oruro, na Bolívia, acusados de disparar o sinalizador que matou o garoto Kevin Espada em partida contra o San José, em fevereiro de 2013. As informações são da TV Globo.

Ao todo, 27 homens, 4 menores de idade e uma mulher foram detidos e acusados de participar da agressão a três palmeirenses na Avenida Doutor Arnaldo, próxima ao Estádio do Pacaembu, onde aconteceu o clássico deste domingo. Eles estavam em um caminhão utilizado pela Gaviões da Fiel para transportar bandeiras e emboscaram um carro parado no semáforo na esquina da Rua Cardeal Arcoverde. Nele, estavam três palmeirenses, que foram agredidos com socos e barras de ferro.

Os 32 integrantes da Gaviões da Fiel foram detidos algumas quadras adiante do crime e encaminhados para o 91º DP, na Vila Leopoldina. Durante a madrugada, eles prestaram depoimento e assinaram um termo circunstanciado. Agora, o caso será encaminhado para o Juizado Especial Criminal da Barra Funda. Até o momento, os envolvidos continuam liberados a frequentar estádios.

Dois deles, Leandro Silva de Oliveira e Tadeu Macedo Andrade, estiveram presos em Oruro, na Bolívia, acusados de disparar o sinalizador que matou o garoto Kevin Espada, de 14 anos. O fato aconteceu em 20 de fevereiro de 2013. Durante cerca de 150 dias, 12 integrantes da organizada Gaviões da Fiel permaneceram presos na Penitenciária San Pedro, próxima ao estádio que recebeu o confronto entre San José e Corinthians, pela Copa Libertadores daquele ano. Leandro já havia se envolvido em uma confusão com vascaínos em Brasília, em agosto de 2013. Na época, os torcedores tiveram amplo apoio da embaixada brasileira na Bolívia.

Além do caso na Avenida Doutor Arnaldo, pelo menos três outros casos graves de violência ocorreram em São Paulo no dia do clássico: em Guarulhos, no Brás e em São Miguel Paulista. Neste último, um homem que nem participava da briga foi atingido por um tiro e morreu.

Na sexta-feira (1º), um integrante da Mancha Alviverde, principal organizada do Palmeiras, foi preso e acusado de coordenar a agressão ao presidente da Gaviões da Fiel em março, em outra emboscada, após uma reunião no Fórum da Barra Funda. O encontro visava justamente discutir a violência entre torcidas organizadas.

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