José Patrício/Estadão - 3/2/2013
José Patrício/Estadão - 3/2/2013

Pressão diminui, e Muricy Ramalho projeta Santos mais forte no Paulistão

'Estamos aprendendo a jogar sem ele (Neymar) e isso é bom', avalia o treinador

Sanches Filho, O Estado de S. Paulo

19 de março de 2013 | 08h03

SANTOS - Quatro bons resultados do Santos em sequência - três vitórias e o empate no clássico contra o Corinthians - e a escalação das jovens promessas Émerson Palmieri e Giva foram o bastante para que Muricy Ramalho superasse a crise de fevereiro.

Agora, embora ainda haja focos de descontentamento, o treinador volta a ter paz para organizar o Santos na caminhada para tentar ser o primeiro o tetracampeão paulista. Mas a semana não será fácil porque o time não Terá Neymar e Montillo, convocados pelas seleções brasileira e argentina, respectivamente, contra o Mirassol, quinta-feira, na Vila Belmiro, e diante do Palmeiras, domingo, no Pacaembu.

Nos últimos dias diminuíram bastante as críticas dos conselheiros que pressionavam os membros do Comitê Gestor pela substituição de Muricy por um técnico capaz de dar padrão de jogo ao time e investisse mais nos jovens valores formados na base do clube.

Em nenhum momento os dois principais dirigentes santistas, o presidente licenciado Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro e o vice Odílio Rodrigues, retiraram o apoio ao treinador, porém o que se falava nos bastidores era que se o time perdesse de goleada no clássico contra o Corinthians, a situação se tornaria insustentável. Com o empate por 0 a 0, a turbulência passou.

Agora, o desafio que Muricy enfrenta é fazer com que o Santos não apenas vença os jogos contra os chamados pequenos, mas que mostre futebol de qualidade e força para disputar de igual por igual a decisão do Campeonato Paulista caso cruze com um dos três grandes da capital.

Mas, o treinador não vê motivo para preocupação. Para ele, o time já dá sinais de evolução e já seria reconhecido se transformasse em gols o grande número de oportunidades que cria na maioria dos jogos. "Estamos perdendo gols demais, mas o nosso volume de jogo tem sido muito bom", argumentou.

Ele usa um dado interessante para provar a sua tese que o time evoluiu do segundo semestre de 2012 para cá. "Vencemos dois jogos (XV de Piracicaba e Atlético Sorocaba, fora) sem Neymar, o que não acontecia antes. Quando Neymar não jogava e o time conseguia empatar era motivo para comemoração. Estamos aprendendo a jogar sem ele e isso é bom."

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