Pressão do Santos não assusta Roth

Celso Roth, apresentado hoje cedo como novo técnico do Santos, disse que não vai mudar a sua filosofia de jogo e promete ter equilíbrio para suportar a já esperada pressão da torcida. O primeiro sintoma de que o seu trabalho enfrentará rejeição é que nem mesmo os representantes de torcidas organizadas que dão apoio à diretoria compareceram para prestigiar a sua chegada. Na saudação a Roth, o presidente Marcelo Teixeira lembrou que ele é o sétimo técnico de sua administração e que sete é o número cabalístico de sua família. "Fui buscar o sete de todas as formas e do sétimo não quero sair." Roth avisou que quer reforços, mas diz que não vai falar de nomes. Por enquanto, ele só pede a contratação de Humberto Ferreira, que está no Internacional-RS, para ser o seu auxiliar, e de um treinador de goleiros. Se Serginho Chulapa permanecer, vai ser designado para outra função. Roth chegou à Vila Belmiro às 9h, reuniu-se com Teixeira e toda a cúpula do futebol santista - o vice-presidente Norberto Moreira da Silva, o gerente-executivo João Paulo Medina e o gerente Ílton José da Costa. Assinou contrato por seis meses, com preferência de renovação para mais seis, e pouco depois das 11h foi levado à sala do Conselho Deliberativo para ser oficialmente apresentado à imprensa, previamente avisada de que o técnico responderia às perguntas durante 20 minutos e depois não daria entrevistas individuais porque teria nova reunião com a diretoria antes de retornar a Porto Alegre, à tarde. Aparentando estar pouco à vontade, o novo técnico começou respondendo sobre a pressão que deve sofrer por parte da exigente torcida do Santos. "É o segundo grande clube de São Paulo em que tenho a honra de trabalhar. Temos uma situação clara em relação à pressão da torcida.Precisamos entender que o torcedor é passional e vou ter equilíbrio para lidar com isso. O fato de a diretoria dar uma retaguarda faz com que possamos desenvolver o nosso trabalho." Sobre o elenco do Santos, Roth deixou transparecer que vai exigir poucos reforços. "Temos noção do plantel do Santos porque jogamos contra quando estávamos no Palmeiras. O time fez um ano bom, chegando à decisão do Campeonato Paulista e tendo uma participação razoável no Brasileiro. Temos carências e vamos conversar com a direção.Começaremos a colocar qual é a avaliação e não vamos divulgar nomes de possíveis jogadores que possam nos interessar." Um dos primeiros reforços que Roth poderá receber é Edílson. O Flamengo quer se livrar dele de qualquer maneira em razão do alto custo e das questões disciplinares e se propõe até a pagar parte do seu salário caso fique acertada a sua transferência para a Vila Belmiro. Sexta-feira, o atacante voltou a ser oferecido pelo Flamengo ao Santos e diante da possibilidade da inclusão de Fernando Fumagalli - voltando de empréstimo ao Guarani - e da disposição do clube carioca em arcar com parte do seu salário, a transferência pode ser concluída. Tuta foi oferecido por empresários e o assunto será discutido entre Roth e os dirigentes. Roth retorna ao clube às 8h30 do dia 2, quando os jogadores voltam das férias. A pré-temporada corre o risco de ser realizada em Santos mesmo, com os jogadores ficando em regime de concentração permanente em um hotel. O presidente Marcelo Teixeira repetiu hoje que espera que Marcelinho Carioca, que passa férias em Maceió, e o seu procurador, James Arruda, cumpram o que foi ´apalavrado´ na semana passada e apareçam na Vila Belmiro para assinar o novo contrato, com cinco meses de duração e salários reduzidos. O gerente de futebol Ílton José da Costa garantiu que não há mais a menor possibilidade de Viola permanecer na Vila Belmiro. "Ele recusou a proposta para a assinatura de um novo contrato e o clube encaminhou a rescisão do atual compromisso, que termina no dia 20 de janeiro."

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