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Pressão no líder

Tudo vai depender do resultado do jogo desta segunda, entre Corinthians e Botafogo

Robson Morelli, O Estado de S.Paulo

23 Outubro 2017 | 04h00

Se o torcedor, exceto o corintiano, queria mais emoção no Campeonato Brasileiro, a 30.ª rodada pode atender a esse anseio. E isso só é possível porque o líder Corinthians entra em campo apenas nesta segunda-feira, fora de casa, contra o Botafogo, no confronto que põe ponto final à jornada. Se não vencer, terá dias de pressão e questionamento porque Palmeiras e Santos, dois de seus maiores rivais, venceram neste domingo suas respectivas partidas e diminuíram a diferença para seis pontos.

Antes que o torcedor anticorintiano saia em festa, é preciso esperar pelos 90 minutos no Rio. Uma nova vitória do Corinthians deixaria a situação melhor do que estava antes do fim de semana. Claro, porque a distância do líder para o segundo colocado, o Palmeiras, continuaria a mesma (nove pontos) e o Corinthians tiraria mais uma rodada das 38 do seu caminho.

É inegável, porém, que o time de Fábio Carille, atuando fora de casa e diante de um oponente teoricamente limitado em seu elenco, mas com vitórias suadas e bastante dignas, entra mais pressionado. E não só pela aproximação e sombra de Palmeiras e Santos, mas também porque o returno tem sido mais comum para esse Corinthians que voou na primeira parte do Brasileiro, com vitórias seguidas, gols “impossíveis” e invencibilidade duradoura. Nada disso se repete nesta etapa. A bem da verdade, é que nem precisa se repetir. O Corinthians já fez por merecer o título, tem números dignos de campeão e só precisa administrar sua chegada para a coroação na reta final.

Mas como tudo na vida tem um “mas” e uma forma diferente de ver a mesma situação, há quem aposte alto numa derrocada do Corinthians. Há muitos também que apenas secam o líder, mas sabem que será difícil ultrapassá-lo. Pelo sim, pelo não, o corintiano sabe ler o cenário. Tem clara noção de que a equipe, e alguns jogadores especificamente, já não rendem mais o que rendiam antes. A saída de bola está manjada, portanto mais bem marcada e mais facilmente anulada. Junta-se a isso um grupo que vê seus adversários jogando melhor – mais no caso do Palmeiras, que emplaca sua terceira vitória seguida depois que Cuca se foi, diante de Atlético-GO, Ponte e Grêmio.

Para pior, o calendário apresenta confrontos duros para o Corinthians, como já foi com o Bahia na derrota de 2 a 0 em Salvador. Tem nesta segunda o Botafogo no Rio e depois a Ponte Preta ameaçada em Campinas. É teste bom para quem quer erguer a taça.

Não bastasse esse caminho cheio de cascas de bananas, há um rival na 32.ª rodada para lá de indigesto: o Palmeiras, na condição de visitante dentro do Itaquerão. Jogo de torcida única, mas de placar aberto. Para os palmeirenses é a última chance de reescrever a história de uma temporada ridícula e cheia de erros. Da mesma forma, o Santos, que oscila mais, mas tem os mesmos 53 pontos do Palmeiras, sonha alto. Nada disso, repito, vai longe se o Corinthians somar pontos contra o Botafogo, mesmo que seja um pontinho. Ainda assim, não engano ninguém, se der tudo errado para o Corinthians, seis pontos de vantagem faltando oito jogos para o fim do Brasileiro é uma frente considerável.

SÃO PAULO

Os 37 pontos do São Paulo ainda não são suficientes para que o time respire aliviado, mas são importantes em sua caminhada para escapar do rebaixamento. Ganhou bem do Flamengo: 2 a 0. Tem de continuar ganhando em casa. Jucilei voltou a pedido do presidente. O nome de Cuca esquenta para assumir o posto de Dorival em 2018.

PALMEIRAS

Valentim ganha força após renovação de Mano Menezes com o Cruzeiro. Mano teve oferta de R$ 800 mil/mês. Não quis. Entende que o técnico do Palmeiras tem de ganhar o Mundial para ter paz.

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