Pressão política ajudou São Caetano

Pressionada por políticos, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou nesta segunda-feira a inclusão do São Caetano e do Juventude na primeira divisão do Campeonato Brasileiro. Assim, aumentará de 26 para 28 o número de participantes, inchando ainda mais a competição. Defensor do time do ABC, o deputado federal Jair Meneguelli (PT-SP) fez críticas ao ministro do Esporte e Turismo, Carlos Melles, e disse que pode pedir que as CPIs o convoquem para explicar a reunião que definiu o Brasileiro.Antes do anúncio oficial, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, esteve reunido com o parlamentar e dirigentes, na sede da entidade. O São Caetano conseguiu atingir o seu objetivo graças a interferência Meneguelli (PT-SP). O parlamentar mandou um requerimento de informação ao ministro do Esporte e Turismo, Carlos Melles: quer uma explicação para o fato de os participantes do Brasileiro terem sido escolhidos no gabinete do ministério. Assim, reivindicou a presença do time do ABC, sua base eleitoral.Foi atendido pelo ministro, mas garante não estar satisfeito. "Nunca vi decidirem a fórmula do Brasileiro no ministério", disse ele, que espera uma resposta ao seu requerimento em 30 dias. "Se não for satisfatória, posso pedir que as CPIs convoquem o ministro para se explicar". Meneguelli ainda criticou a inclusão do América Mineiro na primeira divisão. "Não é uma coincidência que o Melles e o Aécio Neves sejam conselheiros do clube?" O presidente do São Caetano, Nairo de Souza, reconheceu que foi necessária a interferência do deputado. O Juventude, por sua vez, teve no presidente da Federação Gaúcha, Emídio Peronde, o seu defensor. Amigo de Teixeira, Peronde criticou a interferência de políticos no futebol. "Isso prejudica o futebol". Com sua influência, ele ainda garantiu a presença do Figueirense e do Caxias na segunda divisão. Agora, serão 22 clubes nessa série.

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