Ueslei Marcelino/Reuters
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Pressão por saída de Mano é cada vez maior

Além de vaiar o treinador, torcida clamou por Felipão durante o Superclássico das Américas, nesta quarta, contra a Argentina

Vitor Marques,

21 de setembro de 2012 | 09h43

GOIÂNIA - Mano Menezes terá de lidar com pressão extra para se manter no comando da Seleção Brasileira. A menos de dois anos da Copa de 2014, o técnico não só passou a ser vaiado pela torcida como agora convive com o clamor popular por Felipão

Ele vive talvez seu momento mais tenso à frente da Seleção. É uma situação similar à que ocorreu com seu antecessor, Dunga, que passou a ser duramente criticado também depois da derrota nos Jogos Olímpicos de Pequim e de uma série de partidas ruins com a equipe principal. Dunga sobreviveu até a Copa. Mano, que não tem bom retrospeto contra grandes seleções, é uma incógnita.

No Serra Dourada, ele ouviu pela primeira vez a torcida pedir o nome de um novo treinador: Felipão, que deixou o Palmeiras e não esconde de ninguém que seu sonho é dirigir uma seleção na Copa de 2014.

“O Felipe é um técnico pentacampeão. Tenho um grande carinho por ele, mas isso não vai me tirar a tranquilidade para trabalhar na beirada do campo.”

O maior aliado para a continuidade de Mano Menezes é o diretor de Seleções da CBF Andres Sanchez. Por ele, Mano vai até a Copa do Mundo, apesar das críticas da torcida.

“O torcedor cria uma expectativa, em certos momentos se frustra e dirige essa frustração para um ou para outro. No Brasil, ela sempre se dirige ao técnico quando as coisas não estão bem”, disse Mano.

“Esses protestos já aconteceram com outros técnicos, e acaba virando um bordão”, disse, sobre os gritos de “Adeus, Mano” que ecoaram pelo Serra Dourada.

Mano não reclamou da torcida goiana mesmo tendo sido criticado. Ele disse que a Seleção recebeu apoio do começo ao fim, diferentemente do que aconteceu em São Paulo. Mas afirmou que a paixão clubística no Brasil contribuiu para o que aconteceu no Morumbi, embora isso não seja algo novo como o treinador diz. “Sabíamos que seria um momento crítico, mas penso que nos próximos jogos, quando a Seleção estiver completa, o torcedor estará mais junto com a equipe. Sinto que ele tem esse amor pela Seleção.”


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