Marcos de Paula/AE
Marcos de Paula/AE

Pressionado, Tirone promete demitir Felipão nesta quinta-feira

Presidente diz para conselheiros que não vê outra forma de salvar a equipe do rebaixamento

Daniel Batista, O Estado de S. Paulo

13 de setembro de 2012 | 14h08

SÃO PAULO - O presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone, nunca esteve tão pressionado no comando do clube como está agora para demitir Luiz Felipe Scolari. Conselheiros, membros de torcida organizada e até dirigentes de sua administração pedem a saída do treinador. A situação ficou tão pesada e insustentável que o mandatário do clube chegou a prometer que vai mesmo dispensar o técnico nesta quinta-feira.

Logo depois do apito final da partida contra o Vasco, quarta, em São Januário, o telefone de Arnaldo Tirone não parou de tocar. Palmeirenses pediam a saída do treinador como última tentativa de fazer o Palmeiras acordar no campeonato e conseguir evitar o rebaixamento. O presidente garantiu que vai conversar com Felipão nesta quinta-feira e comunicá-lo de que ele não dirigirá mais a equipe.

Um conselheiro, que ajudou na contratação do treinador, foi um dos que ouviram da boca do presidente a promessa. "Ele falou que precisava fazer alguma coisa para evitar o pior (o rebaixamento para a Série B) e a única coisa que poderia ser feita nesse momento era a saída de Felipão", disse o palmeirense, que pediu para não ter o nome revelado.

A preocupação dos que pedem a saída do treinador é que Tirone possa mudar de ideia durante a reunião pelo simples fato de não ter um nome para substituí-lo. Emerson Leão é um candidato indicado por ter o rótulo de ser um treinador com capacidade de dar um 'choque' na equipe, que é algo que todos entendem ser o necessário nesse momento. Além disso, o atual técnico do São Caetano tem boa relação com Tirone. 

A reunião para definir o futuro do treinador acontece na tarde desta quinta-feira. O elenco se reapresentou na Academia de Futebol, em atividade sem a presença da imprensa.

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