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Primeira Liga rebate CBF e confirma início da competição

Campeonato não tem aval da CBF para ser disputado

Estadão Conteúdo

25 Janeiro 2016 | 19h16

Cerca de duas horas depois de a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) emitir resolução para proibir a realização da primeira edição da Copa Sul-Minas-Rio, a Primeira Liga, organizadora do torneio, veio a público para rebater a CBF e garantir que a competição começa na quarta-feira, como previsto.

"(A resolução da CBF) em nada afeta a preparação e organização da Primeira Liga para os jogos desta quarta e quinta-feira. A entidade mantém uma posição jurídica e desportiva de independência das federações e da CBF, com base nos artigos 16 e 20 da Lei Pelé. Como consequência disto, não existe a necessidade legal de buscar-se prévia autorização para a realização dos jogos que estão programados até o dia 31 de março", alega a Primeira Liga.

Em comunicado publicado no site do Grêmio, a entidade, formada por 15 clubes do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio e Minas Gerais, reclama que essas agremiações "vêm sendo constantemente prejudicados comercialmente por sucessivas tentativas de intervenção e proibição de seus jogos".

A Primeira Liga argumenta que tenta dialogar e que chegou a receber por parte da CBF, em mais de uma ocasião, garantia de não intervenção, "o que hoje (segunda) mostrou-se não ser verdade". A entidade encerra o comunicado convidando os torcedores para os jogos deste meio de semana a diz que segue aberta ao diálogo com a CBF para que o torneio entre no calendário oficial no ano que vem.

A competição conta com forte oposição da federação do Rio (Ferj), a cuja diretoria Flamengo e Fluminense são opositores. Com o apoio dos demais 14 clubes da primeira divisão do Carioca, a Ferj cobrou publicamente que a CBF proibisse o torneio. Depois, uma reunião entre a Primeira Liga, a Ferj e a CBF encaminhou um acerto, com os clubes se comprometendo a realizar a primeira edição da Copa Sul-Minas-Rio em caráter amistoso.

Agora, entretanto a CBF diz que a Copa Sul-Minas-Rio não pode existir. A entidade coloca cinco considerações para justificar a decisão e afirma que há "obstáculos técnicos intransponíveis", citando que não há haverá descanso suficiente para os jogadores, que um jogo não pode valer por dois torneios (sugeriu-se isso para o Gre-Nal) e que não foi observado critério técnico para a participação dos clubes.

Em seu comunicado, a CBF diz que quer "harmonizar e democratizar o futebol brasileiro, pondo fim aos entraves, conflitos e antagonismos que acabaram se verificando entre os múltiplos atores de nosso futebol". Também lembra seu "empenho em promover competições rentáveis e de altíssimo valor agregado", citando a Copa do Nordeste. Assim, indica que quer ter o comando de todas as competições regionais do País.

No texto, assinado pelo presidente em exercício da CBF, Coronel Nunes, a entidade convoca os "protagonistas" das Copa Sul-Minas-Rio para deliberar sobre a inclusão do torneio no calendário de 2017. Também proíbe a solicitação de realização de qualquer competição não inserida no calendário 2016, autorizando amistosos apenas até 30 de janeiro, quando acaba a pré-temporada. Os clubes ainda não se pronunciaram.

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