Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão

Primeira missão de Autuori é recuperar Paulo Henrique Ganso

Técnico conversa com o meia depois do treino e reforça a tese que craque tem que jogar, mas só talento não resolve

FERNANDO FARO, O Estado de S. Paulo

13 de julho de 2013 | 08h00

SÃO PAULO - Paulo Autuori chega hoje ao seu terceiro dia de trabalho no retorno ao São Paulo, mas já tem o primeiro grande desafio pela frente: recuperar o futebol de Paulo Henrique Ganso, que não consegue ter uma sequência de bons jogos e já preocupa a diretoria, cada vez mais ansiosa à procura daquele meia que encantou os torcedores do Santos e fez a diretoria investir quase R$24 milhões para tirá-lo do rival.

Nem mesmo o discurso oficial de que o jogador precisa de uma sequência se sustenta mais, uma vez que Ganso teve uma série de oportunidades com Ney Franco – fosse ao lado de Jadson ou como único responsável pela criação – e salvo alguns lampejos, caracterizou-se pela apatia. A falta de um esquema definido, dos maiores problemas do antigo treinador, passou em parte pela necessidade de tentar acomodar Paulo Henrique Ganso na equipe.

Autuori já avisou que dará oportunidades ao meia e reconhece que sua evolução é fundamental para que o Tricolor pare de oscilar na temporada, mas deixou claro em diversas declarações que espera uma postura diferente de agora em diante.

"O Ganso é talento, e talento tem que jogar. Ele é um cara inteligente, mas além de jogadores eles são competidores. A qualidade técnica por si só não é suficiente", explicou Autuori, repetindo discurso parecido ao de Rogério Ceni, que no começo do ano disse esperar que o meia fosse "mais competitivo".

Ganso participou de 30 jogos na temporada e só brilhou na vitória sobre o Atlético-MG na última rodada da fase de grupos da Libertadores. O temperamento passivo tem incomodado até mesmo os responsáveis pela sua carreira. "Ele teve chances com o Ney e não aproveitou, agora mudou o técnico. Parece que não entendeu que precisa mudar logo, sujar o uniforme; parece que ainda acha que está naquela fase do Santos e, se não mudar, vai ficar pelo caminho", disse ao Estado uma das pessoas ligadas ao jogador.

No fim do treino de ontem, Autuori discretamente encostou no jogador e conversou reservadamente por cerca de dez minutos. "Papo a gente tem com todo atleta, é importante essa proximidade", disse o treinador, que não quis revelar o teor da conversa, mas deu algumas pistas do que espera de agora em diante. "Sabemos que ele é um jogador diferenciado, mas depende muito dele. Estou muito otimista que ele possa dar uma resposta rápida."

Foco na defesa. O primeiro trabalho tático de Autuori teve enfoque especial no setor defensivo. O treinador fez exercícios de ataque contra defesa.

"A equipe tem sofrido gols e precisa melhorar; temos talento suficiente para resolver as coisas na frente; trabalharemos para eles ousarem mais, mas isso só acontecem quando sentem confiança no pessoal da defesa", disse o treinador

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.