Primeiro-ministro inglês defende pena a atacante Suárez

A mordida dada pelo atacante Luis Suárez, do Liverpool, em Ivanovic, do Chelsea, segue repercutindo na Inglaterra e já deixou a esfera esportiva para se tornar um assunto comentado até pelo primeiro-ministro do país. David Cameron falou sobre o caso, ocorrido no último domingo durante partida pelo Campeonato Inglês, e se colocou a favor da suspensão por dez jogos imposta ao uruguaio.

AE, Agência Estado

26 de abril de 2013 | 10h05

"Como pai e como ser humano, se eu acho que nós devíamos ter punições mais duras quando jogadores de futebol se comportam dessa forma? Sim", declarou, em entrevista a uma rádio da BBC, antes de afirmar que Suárez deu "o mais terrível exemplo" às crianças ao cometer tal ato.

Antes mesmo da punição ao uruguaio, Cameron já havia se manifestado sobre o assunto e chegou a dizer que ficou "chocado" e "um pouco desapontado". Tal atitude desagradou o técnico do Liverpool, Brendan Rodgers, que considerou que a severidade da pena acabou sendo influenciada pelos comentários do primeiro-ministro.

"Eu só deixei claro meu pontos de vista, como um pai que estava assistindo ao jogo", se defendeu Cameron. "Eu tenho um filho de sete anos que ama futebol, ama assistir futebol. E quando jogadores se comportam dessa forma, se transformam em um terrível exemplo para a juventude do nosso país."

Em dois anos no Liverpool, Suárez já colecionou polêmicas e chegou a ser suspenso por oito jogos depois de ser acusado de abuso racial contra Patrice Evra, do Manchester United. A expectativa do clube era de que o uruguaio pegasse três jogos de gancho pela mordida em Ivanovic, mas a Associação de Futebol da Inglaterra (FA) julgou que tal pena seria "insuficiente" para o atacante.

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