Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Primeiros corpos de vítimas da tragédia no CT do Flamengo são retirados do IML

Quatro corpos que seriam identificados pela arcada dentária terão agora de passar por exames de DNA

Redação, O Estado de S.Paulo

09 Fevereiro 2019 | 12h22

O IML (Instituto Médico Legal) do Rio de Janeiro está liberando os primeiros corpos das vítimas do incêndio no Ninho do Urubu que matou dez pessoas e deixou três feridos na sexta-feira. De acordo com as informações mais recentes, os cinco corpos que seriam identificados pela arcada dentária não poderão passar pelo procedimento. Ou seja, a identificação terá de ser feita através de exames de DNA.

O corpo do zagueiro Pablo Henrique, de 14 anos, foi o primeiro a ser retirado dos escombros na madrugada deste sábado. A previsão é de que o sepultamento ocorra às 18h na cidade de Oliveira, a 150 km de Belo Horizonte, em Minas Gerais. O corpo de Bernardo Pisetta, de 14 anos, também foi retirado, mas não há informações sobre o traslado. Outro corpo retirado da CT é o de Vitor Isaías, de 14 anos.

O corpo de Arthur Vinícius de Freitas, de 14 anos também, foi liberado, mas continua no IML. O velório está marcado para Volta Redonda, a 120 quilômetros do Rio, para começar às 14h30. O sepultamento será 16h. O IML (Instituto Médico Legal) identificou a sexta vítima do incêndio ocorrido no centro de treinamento do Flamengo. O atacante Áthila Paixão, 14 anos, foi identificado pela arcada dentária. Um pouco antes, o órgão havia identificado Gedson Souza, também de 14 anos, com a análise de impressão digital e exame de arcada dentária.

O incêndio deixou dez mortos e três feridos, sendo um em estado grave. Sete vítimas já foram identificadas e liberadas do IML por familiares - o último deles, o goleiro Christian Esmerio, de 15 anos, reconhecido pela arcada dentária. Os zagueiros Arthur Vinicius (14 anos) e o goleiro Bernardo Pisetta (14) também foram identificados da mesma forma, pois já não tinham mais digitais - Vitor Isaías (15) foi o único identificado apenas com digitais. Já no caso de Pablo Henrique (14), foram precisos ambos exames. 

Segundo a assessoria da Polícia Civil, os legistas tentam identificar os outros corpos também com exames de arcadas dentárias. Caso a técnica não funcione, a identificação terá de ser feita por exame de DNA, o que leva mais tempo. O órgão montou uma força tarefa para tentar acelerar esse trabalho e a angústia das famílias.

A diretoria do Flamengo se reuniu na manhã deste sábado para definir ações após o incêndio. Segundo interlocutores do clube, além de tentar encontrar respostas para o ocorrido, o encontro tem como objetivo tratar de auxílio aos familiares das vítimas.

A reunião foi chefiada pelo presidente do clube, Rodolfo Landim, que desde sexta-feira comanda um "gabinete de crise". Este gabinete é formado por vários grupos. Um deles, por exemplo, trabalha na assistência às famílias; outro está fazendo o inventário de toda a documentação necessária no caso.

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