Matt Dunham/ AP
Matt Dunham/ AP

Príncipe Ali defende que Blatter fique longe de reforma da Fifa

Jordaniano diz que suíço quer promover mudanças antes de sair

SIMON EVANS, REUTERS

22 de julho de 2015 | 18h22

Possível candidato nas eleições extraordinárias da Fifa, o príncipe jordaniano Ali bin Al Hussein afirmou nesta quarta-feira que Joseph Blatter não está em condições de liderar a reforma que propôs na entidade. Para o ex-vice-presidente da Fifa, o suíço deve se afastar das atividades e deixar as mudanças para o próximo mandatário, a ser eleito em 26 de fevereiro. 

"Precisamos de um processo limpo, prazos definidos. E tudo isso deve ser liderado pelo novo presidente", disse o príncipe, em comunicado divulgado nesta quarta. "Embora reformas sejam bem-vindas e muito necessárias, elas devem pertencer ao novo presidente, e não ao antigo."

Hussein ainda considerou equivocada a criação do grupo de trabalho proposto por Blatter para avaliar uma reforma na entidade. "É função do novo presidente implementar as mudanças que a Fifa tão desesperadamente precisa e não montar esse grupo para pensar em uma reforma em menos de 60 dias", prosseguiu.

Nesta quarta-feira, o príncipe jordaniano foi à casa do francês Michel Platini, presidente da Uefa e outro possível candidato ao cargo de mandatário da Fifa. Os dois não quiseram comentar sobre uma eventual parceria e não revelaram o assunto da reunião. 

Platini apoiou Hussein nas eleições de maio, quando o jordaniano perdeu para Blatter. Mas desde que começaram as investigações de corrupção na Fifa, os dirigentes têm demonstrado posições diferentes em relação ao andamento da entidade. Platini, por exemplo, é a favor da criação do grupo de trabalho. Ambos têm até 26 de outubro para confirmarem as candidaturas. 

Entre as propostas deste grupo está a aplicação de uma exigência de que os dirigentes tenham uma "ficha limpa" antes de assumirem qualquer cargo. Também sugere criar limites a mandatos - algo que Blatter nunca aceitou, permanecendo como presidente da Fifa por quatro mandatos - e tornar público o salário de todos os dirigentes da Fifa.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.