Príncipe Ali diz que adiamento da eleição aumentaria descrédito da Fifa

O adiamento da eleição presidencial da Fifa iria desacreditar ainda mais a entidade, que já teve a sua imagem atingida por escândalos, e aprofundar a instabilidade, afirmou o candidato Ali bin al-Hussein, nesta quarta-feira.

Estadão Conteúdo

14 de outubro de 2015 | 11h29

O Comitê Executivo da Fifa pode decidir em uma reunião na próxima semana adiar a eleição agendada para 26 de fevereiro, o que poderia ajudar Michel Platini se o suspenso presidente da Uefa for inocentado de supostas irregularidades cometidas em uma investigação liderada pelo comitê de ética.

Platini foi provisoriamente suspenso na última quinta-feira, juntamente com o presidente da Fifa, Joseph Blatter, por, inicialmente, 90 dias, enquanto aguarda o resultado de uma investigação sobre um pagamento feito ao ex-jogador em 2011 pela entidade.

A Fifa está sob a presidência interina de Issa Hayatou, que deve chegar ainda nesta semana à sede em Zurique, para efetivamente assumir as suas novas funções. O príncipe da Jordânia alertou que "com a crise da Fifa se aprofundando", a entidade precisa de um presidente eleito ao invés de um líder interino.

"O adiamento da eleição agendada só iria adiar a mudança necessária e criar mais instabilidade", disse o príncipe em um comunicado. "Seria dizer ao mundo que as lições não foram aprendidas, que os mesmos acordos de bastidores que desacreditaram a Fifa continuam em primeiro plano".

O príncipe Ali, que foi vice-presidente da Fifa durante quatro anos, foi o único adversário de Blatter na eleição de maio - naquela oportunidade, o suíço de 79 anos conquistou um quinto mandato. Blatter anunciou sua decisão de deixar o cargo apenas quatro dias depois da sua vitória, diante da crise provocada pela prisão de vários dirigentes e da pressão de vários patrocinadores.

O comitê executivo da Fifa "não deve interferir em um processo contínuo que foi posto em prática pela comissão eleitoral", disse o príncipe Ali. "A data das eleições de 26 de fevereiro foi definida três meses atrás, com um claro procedimento que atende a todos os requisitos estatutários", disse o jordaniano, que preside a associação de futebol do seu país. "Os candidatos tiveram tempo de sobra para se declararem e ainda o podem fazer. As regras não devem ser alteradas após o jogo começar", acrescentou.

As lideranças do futebol europeu se reúnem nesta quinta-feira na sede da Uefa, em Nyon, na Suíça, e vão discutir a crise que afastou o presidente da sua entidade do futebol. Platini era o favorito para substituir Blatter em fevereiro, mas os dirigentes da Uefa agora vão avaliar a possibilidade de indicar um novo candidato europeu para a eleição presidencial.

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