Paul Ellis/AFP
Paul Ellis/AFP

Príncipe Ali diz que Fifa perderá patrocínios se Blatter for reeleito

Entidade já não terá contrato prorrogado com cinco empresas

Estadão Conteúdo

06 de abril de 2015 | 12h16

Candidato à presidência da Fifa e um dos principais concorrentes de Joseph Blatter, o príncipe jordaniano Ali bin al-Hussein alertou nesta segunda-feira que a entidade pode perder patrocinadores em caso de nova reeleição do suíço. Ele acredita que os recentes escândalos podem prejudicar financeiramente a Fifa se não houver uma troca no comando.

"O dano que está sendo causado na 'marca Fifa' tem implicações financeiras", apontou o candidato em manifesto divulgado nesta segunda. "Os patrocinadores passaram a votar com os pés. Se ações drásticas não forem tomadas urgentemente para restaurar a imagem de nosso corpo diretivo, podemos esperar uma diminuição nas receitas e, com isso, o dinheiro para as associações nacionais também diminuirá."

Cinco dos 14 principais patrocinadores da Fifa decidiram não estender seus acordos nos últimos meses, deixando um vazio para o sorteio das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, que acontecerá em julho, em São Petersburgo, na Rússia.

Nenhuma das empresas, incluindo grandes multinacionais como Sony e Emirates, falou publicamente contra a Fifa, mas o príncipe Ali acredita que a imagem da entidade esteja desgastada e, por isso, os patrocinadores estejam buscando outros focos de investimento.

A Fifa informou em janeiro que estava "em negociações avançadas" com potenciais patrocinadores para a Copa de 2018, mas desde então não forneceu mais informações. "Deveríamos ter uma situação em que os patrocinadores não só estivessem desejando voltar, mas também em que tivéssemos patrocinadores lutando para se vincular à Fifa", comentou o príncipe em entrevista à agência The Associated Press.

Para o candidato, o sucesso financeiro da Fifa ao fim do ano passado foi causado somente pelo êxito na organização da Copa do Mundo no Brasil. "A Fifa está montando no sucesso da Copa do Mundo", comentou. "Nós poderíamos ganhar muito mais se houvesse fé e mais confiança em como a Fifa está sendo comandada."

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