Matt Dunham/ AP
Matt Dunham/ AP

Príncipe Ali mantém mistério sobre candidatura à Fifa

Possível candidato ainda atacou Platini por apoio a Blatter em 1998

Estadão Conteúdo

07 de setembro de 2015 | 09h58

O príncipe Ali Bin Al-Hussein ainda está analisando a possibilidade de participar novamente da eleição presidencial da Fifa, menos de quatro meses depois de ser derrotado por Joseph Blatter na votação anterior.

O príncipe jordaniano causou certa surpresa ao impedir a vitória de Blatter no primeiro turno na eleição em maio, mas desistiu de uma segunda votação. Quatro dias depois, porém, Blatter anunciou a decisão de realizar novas eleições e de se afastar da Fifa, abalada por acusações de corrupção envolvendo vários dos seus membros.

O prazo para o príncipe Ali e outros candidatos apresentarem o apoio de cinco federações para participarem da eleição em fevereiro de 2016 é o dia 26 de outubro.

"Eu estou falando com associações nacionais e ouvindo as suas opiniões", disse o príncipe nesta segunda-feira, em Manchester, durante a Soccerex. "Agora nós precisamos de um candidato que tenha visão de futuro, com novas ideias que não esteja contaminado pelo passado. Se a eleição for feita corretamente, de forma limpa, eu acredito que posso ganhar".

O ex-vice-presidente da Fifa disse que o favorito Michel Platini é a pessoa errada para a função, uma vez que o comandante da Uefa ajudou Blatter a vencer sua primeira eleição em 1998. O príncipe recebeu o apoio do dirigente francês antes das eleições de maio.

"A Fifa agora está em crise e precisamos de um novo começo", disse o príncipe. "A introdução de Michel Platini na gestão do futebol foi como um protegido de Joseph Blatter, isso é uma realidade". O príncipe disse que a Fifa exige um candidato que "realmente acredite na reforma e em uma verdadeira transparência, não como um slogan porque agora está na moda".

Blatter está entrando nos meses finais no comando da Fifa. Para o príncipe, o dirigente, de 79 anos, tem responsabilidade na crise, mesmo que não esteja diretamente implicado em casos de corrupção. "Ele deveria ter deixado o cargo há algum tempo se ele tinha os melhores interesses para o futebol", afirmou.

Quatorze pessoas, incluindo dirigentes e empresários, foram indiciados pela Justiça dos Estados Unidos por corrupção, incluindo o brasileiro José Maria Marin, ex-presidente da CBF, e alguns ex-membros do Comitê Executivo da Fifa.

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