MATT DUNHAM/AP
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Príncipe Ali quer o fim da "Cultura de intimidação" na Fifa

Jordaniano, um dos candidatos de oposição a Joseph Blatter nas eleições de maio, diz que entidade precisa ser correta e justa

MIKE COLLETT, REUTERS

03 de fevereiro de 2015 | 12h55

O príncipe Ali Bin Al Hussein, da Jordânia, disse nesta terça-feira que já é tempo de a “cultura de intimidação” da Fifa acabar. Al Hussein fez a declaração ao lançar nesta terça-feira sua campanha para a presidência da entidade.O pleito será realizado no final de maio. Ele também pediu um debate público entre os quatro candidatos, incluindo o atual presidente Joseph Blatter, "para estabelecer nossas posições e para que as pessoas saibam exatamente quais são elas''.

Príncipe Ali, de 39 anos, vice-presidente asiático da Fifa pelos últimos quatro anos e membro do comitê executivo da da Fifa, disse que “não conseguiria ficar de mãos atadas” mais quatro anos nas circunstâncias atuais. "Tem havido uma cultura de intimidação na Fifa'', disse, em entrevista coletiva. "No passado, as pessoas adotaram posições de princípios e acabaram sendo punidas por isso. Espero que as coisas sejam justas e de forma correta agora'', acrescentou.

O jordaniano acredita que tem chances efetivas de ser eleito, embora reconheça que Blatter tem favoritismo. "Obviamente o atual presidente tem uma vantagem natural, mas eu quero assegurar às associações que estaremos na direção certa.”

Além do príncipe Ali e Blatter, os outros candidatos são o ex-jogador da seleção portuguesa, Luis Figo, e Michael van Praag, presidente da associação holandesa de futebol.

Ali disse que os países que o apoiaram sua candidatura foram a Jordânia, Inglaterra, Malta, Georgia, Belarus e Estados Unidos, mostrando que a própria confederação asiática, da qual faz parte, não estava o apoiando totalmente.“Isto é sobre o mundo todo, não sobre uma só confederação”, disse o príncipe, que luta por reformas desde sua eleição para o Comitê Executivo. em 2011.

Tudo ou nada

Apesar disso, Ali enfrentará uma complicação pelos próximos meses.Por conta de mudanças na Confederação Asiática, ele perderá sua cadeira no comitê executivo da Fifa após o congresso do órgão asiático em 30 de abril, e será substituído por Sheikh Salman, do Barein.

Ele confirmou que não vai contestar nenhuma cadeira asiática “ordinária” no comitê executivo da Fifa neste congresso de sua confederação, o que significa que enfrenta uma situação de tudo ou nada.Caso não ganhe a presidência da Fifa no congresso em Zurique, no dia 29 de maio, não poderá fazer parte do comitê executivo da entidade.

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