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Prisão preventiva do presidente da Federação Peruana é ampliada para 18 meses

Edwin Oviedo Picchotito é investigado pelos assassinatos de dois sindicalistas

Estadão Conteúdo

07 Dezembro 2018 | 21h30

Um juiz da cidade de Chiclayo condenou, nesta sexta-feira, o presidente da Federação Peruana de Futebol, Edwin Oviedo Picchotito, a 18 meses de prisão preventiva, em uma investigação sobre os assassinatos de dois sindicalistas. Ele também é acusado de liderar uma organização criminosa.

A decisão foi uma vitória da Procuradoria Especializada contra o Crime Organizado de Lambayeque, que pedia a ampliação para 24 meses da prisão do dirigente, que havia sido detido preliminarmente e por 15 dias na última quinta-feira. Agora, então, ele permanecerá preso em Chiclayo.

O grupo criminal, conhecido como "Os colarinhos brancos do Porto", contaria com a participação de Oviedo e também de magistrados e empresários poderosos, de acordo com o chefe contra o crime organizado do país, Jorge Chávez. Segundo a polícia peruana, o dirigente era operador e financiador da organização, acusada de manipular a Justiça em diversos processos para favorecer criminosos, em troca de dinheiro ou de favores.

O presidente da Federação Peruana de Futebol foi acusado de ordenar os assassinatos de dirigentes sindicais em 2015, em meio à disputa empresarial para a administração de uma importante indústria produtora de açúcar.

Oviedo, de 47 anos, é acusado de financiar viagens e despesas de diversos juízes importantes para a Copa do Mundo da Rússia, com objetivo de convencer os magistrados a ajudá-lo em outro julgamento envolvendo o dirigente.

Agora detido, Oviedo está à frente da Federação Peruana de Futebol desde 2015 e está sendo substituído interinamente pelo vice-presidente Agustín Lozano. Na sua gestão, a equipe se classificou para a Copa do Mundo da Rússia, encerrando um jejum de 36 anos sem disputar a competição.

 

 

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