Problema do Santos é ter titulares demais no grupo

Só no meio-campo, Luxemburgo tem Petkovic, seu preferido, Pedrinho, Rodrigo Tabata e Vítor Júnior

Sanches Filho, Especial pra o Estadão

29 de outubro de 2007 | 21h52

Vanderlei Luxemburgo perdeu Maldonado para as últimas rodadas do Campeonato Brasileiro, e Adoniran, que vinha sendo o seu substituto, está fora do jogo contra o Náutico, quarta-feira, nos Aflitos, em razão de um problema no púbis. Adriano deve ser mantido como primeiro volante. Mesmo assim, não são os desfalques que preocupam o técnico santista, mas sim o excesso de bons jogadores para as duas meias. Além de Petkovic, o seu preferido, Luxemburgo tem Pedrinho, Rodrigo Tabata e Vítor Júnior, que foram bem contra o Goiás. Se o sérvio continuar com cadeira cativa no time, sobrará apenas uma vaga para ser disputada pelos três destaques do time na vitória por 3 a 0 contra o Goiás, sábado à noite, na Vila Belmiro. Por mérito, joga Pedrinho, o principal responsável pela vitória por 3 a 0 no sábado, na Vila Belmiro, embora só tenha atuado no segundo tempo. Fez o primeiro gol e incendiou o jogo morno da primeira etapa e que parecia caminhar para o 0 a 0. Como deixá-lo de fora?  Rodrigo Tabata é outro. Além de ser o único jogador do grupo que participou dos 33 jogos do time no Campeonato Brasileiro, quase sempre entrando durante o segundo tempo, sábado começou como titular e deu velocidade ao ataque, além de ter marcado o segundo gol, quando Vítor Júnior já estava pronto para substituí-lo. "Não fui o único, toda a equipe jogou bem e por isso vou respeitar a decisão do técnico se não for escalado desde o início para enfrentar o Náutico. Para mim, tanto faz começar jogando ou entrar depois", desconversa Tabata. Vítor Júnior, de 21 anos idade, vem subindo de produção a cada jogo e crescendo no conceito de Luxemburgo. Ele esteve poucos minutos em campo contra o Goiás, fez boas jogadas, marcou o terceiro gol num bonito lance iniciado por Marcos Aurélio e voltou a ser elogiado pelo técnico. "Ele é um jogador interessante porque tanto atua no meio, fazendo a ligação com o ataque como pode defender ou ser usado como atacante de velocidade", disse Luxemburgo. Para o jogo de amanhã à noite, Vítor Júnior sai em vantagem na disputa com Tabata, Pedrinho e Petkovic porque disputou o Campeonato Pernambucano deste ano pelo Sport, foi eleito o melhor jogador da competição e fez um gol no clássico contra o Náutico. Por superstição do técnico, por estar habituado ao futebol pernambucano e até por ser o que mais corre dos meias santistas, deve ser confirmado no meio-de-campo para amanhã à noite. "Tenho que estar sempre provando e contra o Goiás mostrei que tenho condições para ser titular", afirma o gaúcho de 21 anos e 1,67m de altura, dispensado do Internacional no início da carreira por causa da baixa estatura.  "Quando cheguei ao Santos, encontrei bons jogadores e fiquei um pouco acanhado. Agora estou me soltando e depois do primeiro gol, vou jogar com mais confiança ainda." Vítor Júnior não se considera um jogador que recebe tratamento especial de Luxemburgo por ter tomado o lugar de Pedrinho depois do jogo contra o Vasco, na Vila Belmiro. "Se houve alguma coisa com outro atleta foi coisa do professor Luxemburgo", esquivou-se, referindo-se ao afastamento de Pedrinho. "Mas é claro que trabalho sempre para ser titular." Político, Vítor Júnior acha que Pet merece ser o 10 do time. "Ele vem demonstrando uma vontade no Santos que não tinha em outras equipes."

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