Problema em avião atrasa chegada do Santos à Bolívia

Preocupação da comissão técnica e jogadores, no entanto, é com a altitude e com o San Jose

Sanches Filho, Especial para O Estado de S. Paulo

17 de março de 2008 | 19h53

O Santos não conseguiu viajar para a Bolívia no horário previsto (16 horas desta segunda-feira), no Aeroporto Internacional de São Paulo (Cumbica), em razão de um problema numa das portas do avião. Veja também: Filé fala de Palmeiras, Santos, Ronaldo e Guga Santos deixa Paulistão de lado e encara altitude boliviana Confira as chances de classificação dos clubes no PaulistãoOs jogadores, integrantes da comissão técnica e demais passageiros já haviam embarcado e a poucos minutos da decolagem foi constatado o defeito. Os santistas tiveram que se hospedar num hotel nas proximidades do aeroporto e embarcariam para a Bolívia às 20 horas, em outra aeronave da Aerosur, vindo de La Paz.A primeira vitória fora da Vila Belmiro na temporada, domingo, contra o São Caetano, em Santo André, animou os santistas. Agora são quatro seguidas - três no Campeonato Paulista e uma na Libertadores -, fato que faz com que todos acreditem que a má fase passou. A única mudança no time será a entrada de Adriano na lateral-direita, em razão de Adoniran não estar inscrito para esta fase da Copa Libertadores da América, e de Denis ter sido vetado pelos médicos ontem cedo. E a novidade do grupo é Fabão, recuperado da fratura no tornozelo esquerdo, e que ainda não estreou.Quem mais tem motivos para comemorar o bom momento é Leão, que superou a campanha de uma torcida uniformizada para derrubá-lo e traições internas. Porém, prefere falar sobre o jogo desta quarta. "Vamos enfrentar sérias dificuldades em razão da altitude, mas temos condições de continuar evoluindo. Nossa situação já é bem melhor, embora ainda falte muito para chegarmos perto do ideal", admitiu Leão.O técnico não se conforma com a decisão da Fifa de proibir jogos de seleções na altitude sem que haja um período de adaptação, e permitir que a Conmebol mantenha partidas para cidades com mais 2.500 metros acima do nível do mar. "Quer dizer que jogador de seleção não pode morrer na altitude e de clube pode?", questiona o treinador.Enquanto Leão se queixa, alguns jogadores que já atuaram em cidades com mais de 2 mil metros acima do nível do mar, dão conselhos. É o caso de Kléber Pereira que se transferiu para o Tigres, em 2003, passou pelo Vera Cruz, América e Necaxa, todos do México, até retornar ao Brasil no ano passado. "Joguei muitas vezes na Cidade do México (2.235 metros de altitude) e só no começo sentia dificuldades. E era mais no segundo tempo dos jogos. Lá pelos 20, 30 minutos da etapa final a cabeça começava a pesar e atrapalhava muito", conta o artilheiro.Para Rodrigo Souto, o melhor que o Santos pode fazer para não ser surpreendido pelo limitado San José é dosar as energias no começo da partida. "Será um jogo diferente daquele da estréia, contra o Cúcuta (na Colômbia), porque a altitude é que pode interferir no resultado. Por isso, não podemos sair correndo desesperadamente atrás do gol." Na manhã desta segunda, foi a primeira vez que o volante falou após a frustrada transferência para o Lokomotiv, de Moscou. "Não tive motivo para ficar traumatizado", disse, apressadamente, a caminho do ônibus do clube. "O que houve foi falta de profissionalismo", acrescentou.Embora esteja curado da lesão no joelho e escalado para enfrentar o San José, no Estádio Jesús Bermúdez, Adriano preocupa Leão porque está há mais de uma semana sem treinar. "Fiz o tratamento de fisioterapia e estou bem, mas tenho um pouco de receio. Ainda mais com esse problema de altitude. Vou até onde der; se não agüentar, peço para sair", disse o jogador. INSATISFEITOLeão não está satisfeito com Fabão. "Esse não é do zagueiro que eu contratei. Está faltando coragem e por isso continua sem estrear", queixou-se o técnico a um amigo. Se a vontade do técnico tivesse prevalecido o contrato do ex-são-paulino seria de apenas três meses e não por dois anos.BLEFE?Durante as negociações para a assinatura do contrato do atacante Tiago Luís, que fez oito gols em quatro jogos da Copa São Paulo de Juniores, o empresário Vagner Ribeiro disse a Marcelo Teixeira que tinha uma oferta de 10 milhões de euros pelo garoto. "Então apresente a proposta que eu aceito", respondeu o dirigente. Foi há mais de dois meses e depois do ‘desafio’, não se tocou mais no assunto.CINCO DE FORADos 25 inscritos para fase da Copa Libertadores da América, Leão levou apenas 20 para a Bolívia. Sobraram Adailton, que operou o joelho e só volta a jogar no fim do ano, Denis, vetado pelos médicos, o terceiro goleiro Felipe, o meia Luis Henrique e Carleto.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.