Problemas corintianos irritam Juninho

Juninho Fonseca está irritado. Só não sabe exatamente com quem. Ora é com a diretoria, ora com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Às vezes também reclama bastante da burocracia de clubes do exterior. Mesmo sem ter certeza do alvo a ser atacado, o que importa para o técnico do Corinthians é a preocupante constatação de que, na véspera da segunda rodada do Campeonato Paulista, três jogadores que chegaram para ser titulares ainda correm risco de não ter condição de jogo. Se Rincón vai estrear, o atacante Marcelo Ramos, o zagueiro Valdson e o meia Rodrigo ainda aguardam definições burocráticas. No caso de Marcelo e Valdson, o Corinthians aguarda a chegada do atestado liberatório. O zagueiro mantém contato com o Querétaro, do México, time que abandonou em outubro por causa de atraso no pagamento. Ao que tudo indica, os mexicanos não gostaram muito da atitude e decidiram dar um "chá de cadeira" no brasileiro. O atacante estava no Sanfrecce Hiroshima, do Japão, e aguarda chegada da papelada. Desde a semana passada, quando estava em pré-temporada na cidade mineira de Extrema, Marcelo tenta manter contato com colegas seus que trabalham no clube japonês. Seu principal receio é acabar preterido por Juninho como titular. "Ficar um jogo fora, a gente até encara com naturalidade, como foi o caso da estréia", observou. "Porém, quando essa situação chega no segundo, terceiro, vai ficando complicado porque o técnico não pode esperar demais. E eu quero muito fazer sucesso no Corinthians." O prazo para regularização termina amanhã. Penso, mas não falo - Juninho procura disfarçar. Com seu jeito caipira, contemporiza e minimiza eventuais conseqüências que esse problema traz. Porém, ao lembrar da vaia que recebeu dos torcedores quando tirou Samir da partida contra o Atlético Sorocaba, quarta-feira, na abertura do Estadual, fica preocupado. Sabe que só foi poupado no final porque o escolhido para entrar, Rafael Silva, marcou o segundo gol corintiano no empate por 2 a 2. Assim, contar com o grupo completo para partida de sábado, contra o Rio Branco, é imprescindível. Afinal, em caso de novo empate, e desta vez em pleno Pacaembu, o barulho das arquibancadas deve ficar mais intenso. E de vaias e protestos o grupo diz que já está saturado pelo que aconteceu durante o segundo semestre do ano passado. Diante de tantas dúvidas, o consolo fica por conta da presença de Rincón. O volante colombiano também esteve fora do jogo em Sorocaba por problemas burocráticos (teve de ir à Colômbia tirar visto de trabalho) que atrasaram sua inscrição. Liberado, poderá, finalmente, reencontrar-se com a torcida após dois anos afastado. E já aproveitou para mandar o recado. Vai ser líder e, se deixarem, capitão do time. "É sempre muito bom vencer pelo Corinthians. E muito melhor ainda se for como capitão", afirmou. Como Rogério, atual dono da faixa, já disse que abriria mão do "cargo", a tendência é de que Juninho opte pelo volante na função.

Agencia Estado,

22 de janeiro de 2004 | 20h08

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