Jean Bizimana/Reuters
Jean Bizimana/Reuters

Problemas de segurança voltam a tirar jogos da seleção iraquiana do seu país

Fifa solicitou para a federação nacional a nomeação de uma 'sede neutra' para jogos com Irã e Bahrein

Redação, Estadão Conteúdo

06 de novembro de 2019 | 11h32

A volta da realização de jogos oficiais da seleção iraquiana no seu país durou pouco. Nesta quarta-feira, a Fifa afirmou que o país não está seguro suficiente para sediar os jogos das Eliminatórias Asiáticas da Copa do Mundo de 2022 contra Irã e Bahrein, que estavam agendados para os dias 14 e 19, respectivamente.

O Iraque havia agendado essas partidas para Basra, no sul do país, mas agora precisará buscar um novo local, fora do seu país, pois a Fifa solicitou para a federação nacional a nomeação de uma "sede neutra".

Em 10 de outubro, o Iraque havia entrado em campo em Basra contra Hong Kong e vencido por 2 a 0, encerrando um hiato de oito anos sem realizar jogos oficiais no seu país, onde raramente disputa partidas como mandante desde a década de 1980 por questões de segurança.

A turbulência no Iraque nas últimas semanas foi alimentada por problemas econômicos e insatisfação com a influência política do Irã sobre o país. Pelo menos 11 pessoas morreram e outras 12 ficaram feridas durante a repressão a dois protestos no país entre domingo e a última segunda-feira.

Com sete pontos somados em três jogos, o Iraque lidera o Grupo C da segunda fase das Eliminatórias Asiáticas, disputada por cinco seleções e que classifica as duas primeiras colocadas para a terceira etapa do torneio seletivo para a Copa de 2022 no Catar.

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