Werther Santana/AE - 11/9/2012
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Problemas financeiros podem parar obra do Estádio do Itaquerão

Liberação dos recursos do BNDES e da Prefeitura de São Paulo tem de ser feita até o dia 30

O Estado de S. Paulo

21 de setembro de 2012 | 18h55

SÃO PAULO - Estádio de abertura da Copa do Mundo de 2014, o Itaquerão pode ter mudanças no ritmo de sua construção por problemas financeiros. A obra corre o até o risco de ser paralisada se até o dia 30 de outubro não for liberado o dinheiro da linha de crédito do BNDES para a construção e reforma de arenas do Mundial (R$ 400 milhões) e a Prefeitura de São Paulo não começar a emitir os CIDs (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento, que no total alcançarão R$ 420 milhões) que irão financiar o empreendimento. A informação é do blog Radar on-line, do jornalista Lauro Jardim, da revista Veja.

De acordo com o blog, Andrés Sanchez, atual diretor de seleções da CBF e presidente do Corinthians à época da definição da construção da arena, disse que o clube e a Construtora Odebrecht combinaram de paralisar as obras se o dinheiro não sair até 30 de outubro.

O portal tentou contato com Sanchez e com o vice-presidente do Corinthians, Luiz Paulo Rosenberg, mas ambos não foram localizados. Na Odebrecht, a informação é de que esse assunto “é desconhecido’’ e que as obras, que já atingiram 50% seguirão normalmente.

A Prefeitura admite que ainda não há data para o início da emissão dos CIDs, mas também não vê risco de paralisação.

Algumas pessoas envolvidas com a organização da Copa do Mundo em São Paulo consideram que o que está acontecendo “novamente’’ é uma pressão velada de Corinthians e construtora para tentar acelerar o processo de liberação tanto da verba do BNDES como dos incentivos municipais. “Vira e mexe vem essa pressão, mas é normal e não coloca em risco os trabalhos’’, disse um interlocutor.

No último dia 11 de julho, o BNDES anunciou a aprovação do empréstimo de R$ 400 milhões para a construção da Arena do Corinthians. Mas o dinheiro ainda não foi liberado por falta de garantias de pagamento. A Odebrecht já tomou emprestados com bancos R$ 280 milhões para tocar as obras e o argumento dos que falam em paralisação é que esse dinheiro acaba no final deste mês.

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