Problemas podem onerar e atrasar obras no Maracanã

Um novo impasse ameaça o andamento das obras de reforma do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014. Segundo o vice-governador Luiz Fernando Pezão, a Secretaria Estadual de Obras encomendou laudo à Coppe (instituto de pesquisa de engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro) para constatar a gravidade de problemas estruturais na cobertura do estádio e se há real risco de desabamento e necessidade de reparos extensos. No projeto de reconstrução, a cobertura receberá peso extra para completar sua extensão por toda a nova arquibancada.

LEONARDO MAIA, Agência Estado

11 de janeiro de 2011 | 18h37

Depois que o consórcio vencedor da licitação apontou deterioração de componentes da estrutura da cobertura do estádio, estima-se que o orçamento, inicialmente previsto em R$ 706 milhões, possa saltar para a casa de R$ 1 bilhão e que a reabertura do local (antes estabelecida para dezembro de 2012) possa sofrer sério atraso. Como o resultado do laudo deve demorar algumas semanas, o cronograma deve ser prejudicado e os custos vão aumentando. No entanto, Pezão garante que não há qualquer risco de que o Maracanã não esteja pronto a tempo de ser utilizado na Copa das Confederações de 2013.

"Estamos esperando o laudo da Coppe sobre o teto. Não há nada definitivo no momento. Não acho que haja risco algum de o Maracanã não ser entregue para a Copa das Confederações", disse o vice-governador, que acumula a função de secretário de obras, para frisar que os trabalhos no estádio não serão interrompidos. "A obra está de vento em popa. Vai ser entregue no prazo", reforçou.

Pezão não quis comentar, porém, sobre quem vai arcar com o aumento dos custos. O BNDES vai financiar R$ 400 milhões e caberia ao Estado os R$ 306 milhões restantes para completar o orçamento inicial. Caso o problema se confirme, novos recursos serão necessários, onerando ainda mais os cofres estaduais, já sobrecarregados também com os compromissos para a realização da Olimpíada de 2016.

Existe ainda outro empecilho ao prosseguimento do projeto. Existe a suspeita de irregularidade na licitação para a obra. O Ministério Público Federal (MPF) está investigando tanto o projeto de reforma do estádio quanto o processo licitatório. A assessoria do MPF informou que não há nada de concreto no momento, mas que há um grupo de promotores trabalhando em conjunto com o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria Geral da União (CGU) para averiguar o caso. Se alguma irregularidade for confirmada, o BNDES não poderia liberar os R$ 400 milhões previstos e a situação se tornaria ainda mais crítica. "Sobre a licitação não tenho detalhes. Estou esperando o parecer (do MPF). Já cobrei urgência", disse Pezão.

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