Cesar Greco/Ag. Palmeiras
Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Processados por dona da Crefisa, vices do Palmeiras atacam gestão

Antigos aliados do atual presidente, Mauricio Galiotte, criticam Leila Pereira e chamam mandatário de omisso

O Estado de S. Paulo

15 Agosto 2018 | 21h24

A três meses das eleições para presidente do clube, o Palmeiras teve nesta quarta-feira mais um episódio de racha político. Três dos quatro vices do atual presidente, Mauricio Galiotte, publicaram uma nota de repúdio à empresária Leila Pereira, dona da patrocinadora da equipe, a Crefisa, e no comunicado atacaram também o mandatário, a quem chamaram de omisso.

A desavença começou depois de em julho a empresária dizer em entrevista ao site UOL que não renovaria o contrato de patrocínio caso algum adversário político do atual presidente ganhar a eleição. Em resposta, três dos quatro vices de Galiotte publicaram uma nota de repúdio na ocasião para dizer que a dona da Crefisa estava coagindo o clube.

Leila decidiu então processar o trio e pedir R$ 300 mil de indenização. Ao receberem a carta de citação, Genaro Marino Neto, Victor Fruges e José Carlos Tomaselli criticaram a postura da empresária e consideraram o episódio como tentativa de censura. "Ninguém vai nos calar, nem nos fazer retroceder", diz trecho da nota divulgada pelos vices.

Os três estão rompidos com Galiotte, que foi criticado no texto. "Ao contrário do que faz o presidente Maurício, não seremos omissos e não abaixaremos a cabeça. Sobretudo quando nossas palavras são para proteger a independência do clube que amamos e que, por obrigação, devemos sempre defende", comenta o texto. Genaro Marino, inclusive, deve concorrer à presidência.

 

 

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