Divulgação Anzhi
Divulgação Anzhi

Procurado por várias equipes, Jucilei não pretende voltar ao Brasil

Volante espera conseguir o 'contrato de sua vida' para sair do Anzhi, que amarga a lanterna do Campeonato Russo

Vanderson Pimentel, O Estado de S. Paulo

22 de novembro de 2013 | 15h43

SÃO PAULO - Quando saiu do Corinthians em 2011, por 10 milhões de euros, o volante Jucilei era visto como parte do projeto do bilionário Suleiman Kerimov para ser um dos grandes jogadores do Anzhi Makhachkala, equipe da Rússia, que ainda teve jogadores como Samuel Eto'o, Willian e Roberto Carlos. Porém, os altos investimentos acabaram depois de resultados ruins no início desta temporada e o mandatário resolveu liberar os astros da equipe, desde que as multas recisórias fossem pagas.

Sem propostas que o agradasse, Jucilei resolveu ficar. Sendo um dos únicos remanescentes, o jogador de 25 anos vê sua equipe amargar a lanterna do Campeonato Russo. Com apenas 6 pontos conquistados em 16 jogos, o time do Daguestão, que ainda não conseguiu vencer no torneio, deve cair para a segunda divisão ao fim da temporada. Especulado na Inter de Milão, o jogador reiterou, em entrevista ao Estado, que pretende sair, mas que por enquanto, não pretende retornar ao Brasil. "Eu não penso em voltar para o Brasil agora. Quero ficar por mais quatro anos, cinco, aqui na Europa", afirma o jogador, que já foi procurado por Cruzeiro e São Paulo.

Mesmo que já tenha recebido propostas de equipes que atuam em grandes centros da Europa, o volante não saiu por opção própria. "O Newcastle veio com uma proposta, ia pagar o Anzhi e eu recusei porque não chegou nos meus números. Tem que ser o contrato da minha vida, porque depois dos 31 anos, 32, você não faz mais um bom contrato", disse Jucilei, que além do clube inglês, também foi procurado oficialmente por Fiorentina e Napoli na última temporada.

Quando saiu do Corinthians, após a eliminação contra o Tolima, o jogador foi bastante criticado pela torcida, por ter saído em um momento difícil e para um time sem muita visibilidade. Mesmo depois de quase três anos, Jucilei não demonstra arrependimento e afirma que a escolha foi profissional. "O jogador tem que fazer um balanço do financeiro dele. O torcedor quer sempre julgar, mas eu queria que ele tivesse no lugar do cara na hora de tomar uma decisão. O Bernard, por exemplo, estava fazendo um bom Campeonato (Brasileiro), uma boa Libertadores. Então veio uma proposta, ele achou que foi boa e saiu do mesmo jeito que eu fiz", finaliza Jucilei.

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