Procurador diz não estar magoado com Kaká

Wagner Ribeiro voltou da Europa triste por não ser mais o procurador de Kaká, mas garante que o rompimento ocorreu "numa boa" e não deixou ressentimentos. "Continuo considerando o Kaká como um filho e tendo muito respeito pela família dele. Vou torcer para ele fazer cada vez mais sucesso."O encontro que definiu seu afastamento ocorreu quarta-feira passada em Milão, como o JT revelou na edição de sexta. O pai do jogador, Bosco Leite, comunicou-lhe que estava assumindo o controle da carreira do filho e que teria a assessoria da CSR (empresa que pertence a Rivaldo e a seu procurador, Carlos Arini) na área esportiva e de uma empresa de marketing esportivo para cuidar da imagem de Kaká."Respeito a decisão do Bosco. Ele tem todo o direito de mudar o que quiser na condução da carreira do filho. E a prova de que não ficou ressentimento é que na terça-feira à noite, quando embarquei de volta para São Paulo, encontrei o Kaká no aeroporto no aeroporto e conversamos numa boa."Como já havia acontecido na ida, na segunda-feira retrasada, ele viajou no mesmo avião de Carlos Arini - e também tiveram a companhia do meia santista Diego."Voltei conversando com o Carlito, sem nenhum problema. Sou amigo dele há um bom tempo e posso dizer que ele é uma pessoa muito séria. O Kaká está em boas mãos."Em sua passagem pela Itália, Wagner ouviu falar muito de Robinho - de quem é representante. Mas garante que não foi procurado por nenhum clube. "O Robinho vive um bom momento, tanto que foi indicado para concorrer a esse prêmio de revelação mundial. Mas tudo o que falarem sobre a saída dele do Santos é especulação."Wagner também passou pela Alemanha, onde esteve com o atacante França. Ele viu a vitória de 4 a 2 sobre o Wolfsburg, em que França fez um gol, e conversou bastante com o jogador. "O Flamengo me procurou e disse que contaria com o apoio de um de seus patrocinadores para bancar a contratação do França. Mas não existe a menor possibilidade de o Bayer Leverkusen liberá-lo antes do final da temporada. E o futuro do França vai depender da posição em que o time terminar o Campeonato Alemão."Se o Bayer Leverkusen ficar entre os três primeiros, jogará a Copa dos Campeões. Caso termine em quarto ou quinto, disputará a Copa da Uefa. A participação em alguma competição européia renderá um bom dinheiro para ajudar o clube a manter seus principais jogadores e ainda reforçar o elenco.Se o time não se classificar nem para a Copa da Uefa, o orçamento para a próxima temporada será enxugado e isso deve provocar a saída de alguns jogadores que ganham bem - França recebe 140 mil euros (R$ 498,5 mil) por mês livres de impostos.O ex-jogador do São Paulo tem cinco gols no Campeonato Alemão.

Agencia Estado,

18 de março de 2004 | 09h37

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