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Procurador-geral do STJD pede interdição do estádio Moisés Lucarelli

No último domingo, o local foi palco de cenas lamentáveis da torcida da Ponte Preta, após a derrota por 3 a 2 para o Vitória

Estadão Conteúdo

28 Novembro 2017 | 17h34

O procurador-geral Felipe Bevilacqua confirmou que irá protocolar junto à presidência do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) o pedido para a interdição do estádio Moisés Lucarelli, em Campinas (SP). No último domingo, o local foi palco de cenas lamentáveis da torcida da Ponte Preta, após a derrota por 3 a 2 para o Vitória, que arremessou objetos e invadiu o gramado, obrigando o árbitro mineiro Ricardo Marques Ribeiro a encerrar a partida ainda com 38 minutos do segundo tempo. O resultado pela 37.ª rodada rebaixou matematicamente o clube no Campeonato Brasileiro com apenas 39 pontos, em 19.º e penúltimo lugar.

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O departamento jurídico da Ponte Preta já esperava o pedido de interdição e aguarda a Procuradoria para montar a defesa. Além de fechar as portas do estádio, o procurador também deve levar ao presidente do STJD, Ronaldo Piacente, a denúncia de invasão e arremesso de objetos em campo, que pode render ao clube uma multa pesada, além de perder mandos de campo na Série B da próxima temporada.

As punições já são praticamente certas, resta saber o tamanho do prejuízo para o clube. Com o Moisés Lucarelli interditado, o clube pode perder o fator casa já no Campeonato Paulista, que está marcado para começar no dia 17 de janeiro, com estreia contra o Corinthians, em São Paulo, no estádio Itaquerão, na reedição da última final. O primeiro jogo em Campinas seria contra o Linense, já na segunda rodada.

Perder mandos de campo não seria um problema para o Estadual, já que a punição vale apenas para competições organizadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). No caso, seriam cumpridas na Série B ou na Copa do Brasil de 2018.

A interdição, por outro lado, valeria até a Ponte Preta cumprir todas as exigências de segurança do STJD, com laudos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. O julgamento na entidade máxima do futebol brasileiro ainda não tem data marcada, mas deve acontecer até o final do ano. Ainda mais depois de repercussão negativa gerada pelas imagens que correram o Brasil e o mundo.

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