Procurador suíço diz que Platini está entre 'testemunha e acusado'

O procurador-geral da Suíça, Michael Lauber, afirmou nesta terça-feira que Michel Platini está "entre testemunha e acusado" no caso que investiga o pagamento de US$ 2 milhões (R$ 8,2 milhões) que o francês recebeu de Joseph Blatter em 2011. A investigação poderá invalidar a candidatura de Platini na futura eleição da Fifa, em fevereiro de 2016.

Estadão Conteúdo

29 de setembro de 2015 | 18h32

"Não fizemos questionamentos ao Sr. Platini como uma testemunha. Estamos investigando-o, algo entre testemunha e acusado", afirmou Lauber, que investiga se Platini recebeu o pagamento de Blatter para desistir de disputar as eleições de 2011 - sem o francês como rival, Blatter vencera aquele pleito.

Em sua defesa, o francês diz que o valor pago se refere a trabalhos realizados por ele para a Fifa entre 1999 e 2002. Ele apenas não explica quais foram os serviços prestados e nem o motivo pelo qual a transferência ocorreu quase dez anos depois.

Questionado sobre as explicações de Platini, o procurador suíço se esquivou. "Se eu estou satisfeito ou não [com as respostas dele], eu não posso dizer agora porque poderia causar sério dano às investigações", declarou.

Lauber não descartou fazer uma vistoria no escritório de Platini em Nyon, onde fica a sede da Uefa, da qual é o atual presidente. "Eu farei qualquer coisa para descobrir a verdade neste caso. E, se eu tiver elementos suficientes para fazer isso, não deixarei de ir até lá." Na sexta-feira passada, o procurador conduziu a visita à sede da Fifa para buscar documentos sobre a gestão de Joseph Blatter, agora acusado formalmente de gestão desleal.

A investigação pode fazer com que o Comitê de Ética da Fifa abra procedimento contra Platini, o que poderia acabar com qualquer chance de se candidatar às eleições de 2016. Nesta terça, o francês voltou a se defender das acusações e afirmou que não teme uma suspensão "porque não fiz nada de errado".

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